segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2010 - O Despertar para o Mundo




Depois de um ano repleto de magia:
-Amor sempre na alma...
-Peça de Teatro
-Livro
-Pinturas a Óleo
-Sketch na Rtp2
-Apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro
-Explosão como programador numa grande empresa
-etc etc

e de ter tido imensas pessoas a seguirem-me e alguns Velhos do Restelo como em todo o lado =)

2010

será um ano de um Despertar...
-Cada vez mais o Amor na alma...
-Novo Livro
-Exposição de Quadros
-Fotografia
-Violino
-Violoncelo
-Piano
-Viagem a Madrid ... e Itália quem sabe ... e mais ... lol
-Apoio a outra causa humanitária desta vez a ver com o Cancro da Mama
-Inicio a entrar no mundo da música como Compositor e interveniente
-Novas experiências no teatro...
-Consolidação Profissional
-Domitor SO o nascimento do projecto do novo sistema operativo portugues
-Tirar o Mestrado
-e mais e mais...
afinal...
o que é o infinito...
senão o início de algo.
Muitos Sonhos para todos vós.

E muitas quimeras desconcertantes em 2010.
(Alexander The Poet)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Declamando poesia na Galeria DinRic, mostrando os meus quadros, ao som de guitarra



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Nascer em mim, Viver em ti

Quem de vós não amou...
quem de vós não sonhou...
quem de vós hoje não pensa no beijo...
que se congelou no espaço e no tempo...
quem de vós não repensa...
que nestes sonhares...
estão todos os vossos lugares...
em misterios que vos marcaram...
aqueles sonhos que vos cruzaram
em olhares loucos de vida e desejo...

quem de vós hoje não pensa num passado e num futuro,
que se encontra perante esse vosso espelho,
o espelho da vida,
o espelho da morte,
quem de vós já viveu tudo,
sonhou tudo, conquistou tudo...

Todos nós sonhamos,
em quimeras desmedidas...
e em cada sonho erguido,
no desterro da vitória,
mais mil quimeras levantamos, abençoamos,
e mais mil cantamos a uma só vos.

é no fruto proibido,
da mulher mistério,
ela passa na solidão da noite,
ela nos faz tremer sem perceber,
que nos faz ansear,
que nos faz apaixonar,
que nos faz paralisar ao som dos seus passos,
a noite escurece...
deitamo-nos com uma tatuagem na nossa alma,

e em cada rosa lançada ao mar que tanto abençoas,
em cada palavra que suspiras nos teus frios outonos...
eu susurro ao teu ouvido,
nasces-te em mim... vou viver em ti...
e em cada rosa lançada ao mar que tanto abençoas,
em cada palavra que suspiras nos teus frios outonos...
eu susurro ao teu ouvido,
nasces-te em mim... vou viver em ti...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sonhos quem os detem...

sonhos,
quem não os tem...
sonhos,
quem os detem,
perguntei a deus se existias,
ele disse-me para sonhar,
no sonho encontrar o mago fogo,
sonhei...
num tempo que não existia,
num tempo que desistia do tempo,
e lá encontrei o tão esperado mago,
não vás pelo caminho da vida,
voa nas quimeras,
a deusa rainha vais encontrar,
ela não é feita de carne e osso,
ela é fumo, ela é brilho,
ela é o deslumbre de fadas e duendes,
vais-te apaixonar...
E apaixonado...
vais querer sonhar mais...
amar a rainha fada...
Eu a procurei...
E a ví dançar...
maga rainha de sonhos pensados,
nunca imaginados,
etéreas palavras não a descreviam...
sinto-a a voar dentro de mim...
sinto-a a entrar dentro de mim...


Acordei...
não acredito que a perdí...
tenho de voltar a dormir,
para a poder beijar...


sonhos,
quem não os tem...
sonhos,
quem os detem,
perguntei a deus se existias,
ele disse-me para te tentar tocar,
voltei a sonhar,
e percorri terras distantes,
que existiam e não existiam...
mas até ti me levaram...
vi-te...
ser de luz...
quiz um beijo teu...
e senti-te quimera...
a desconcertar-se ao meu toque...
não existes...
não sentes...
não voas...
pois és tu toda fruto...
do meu etéreo pensamento...


sonhos,
quem não os tem...
sonhos,
quem os detem,
perguntei a deus se existias,
ele disse-me que vives,
pois se eu penso em ti tu és real,
estas no meu pensar,
sei-te quimera,
sei-te vida,
conheço cada pedaço de ti,
e sei meu grande amor...
que na verdade da mentira...
um dia...
eu te vou poder beijar...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

in Jornal da Mealhada


Ampliar

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Solo santo

Numa dança a passo veiem-se a enganar,
pelos seus extremos olhares cruzados
e sonhos entrelaçados de um mesmo fado.
rezam a Deus antes de ser dia,
rezam a Marte nos suores noturnos,
rezas de quem se tenta enganar,
que o que ontem foi já não o é amanhã,
e no amanhã pode ser santo na divindade de ontem.
Rezam crónicas de amores perdidos,
dores ganhas e perdidas,
dores santas e desmedidas,
de quem já tudo víu, tudo sentíu,
tudo aconteceu no seu triste fado.
Choras tu e choro eu,
em lágrimas unidas,
que banham o solo de terra santa,
da dor edíficada,
na dança de corpos ardentes,
e nas almas doentes,
de quem já não aguenta...
este seu triste fado.

sábado, 7 de novembro de 2009

Vida tão só

Foste uma lição,
e fui obrigado a aprender,
fui obrigado a sentir,
e a desistir.
Sonhos escondidos,
que desfloraram corações,
e me fizeram fechar os olhos.
Deixei de ver,
deixer de pensar,
e mais tarde...
deixei de sentir.
O meu coração,
virou ditador de todas as minhas demandas,
ele era quem me comandava,
todas as minhas criações eram tuas,
toda a minha fortuna entregue aos deuses.
Nada escondia, nada prendía,
Abria todo o meu coração,
em esplendor,
não tinha medo de o quebrar,
não tinha medo de voar,
nem tinha medo de perder,
poder dogmático,
para mim era o amor.
Fui obrigado a aprender...
Fui obrigado a dizer Adeus,
fui obrigado a deixar de amar,
fui obrigado a repensar...
a pensar...
a repensar...
a deixar de sentir...
a amaldiçoar-te a tí, a mim e a nós,
e a todas as danças na noite,
em que os magos descansavam,
e o poder era nosso,
e agora...
Fui obrigado a aprender...
Fui obrigado a dizer Adeus,
fui obrigado a deixar de amar,
fui obrigado a repensar...
a pensar...
a repensar...
a deixar de sentir...
Existem noites onde o teu cheiro ainda me perfuma,
já não é ele a minha dança,
já não é ele quem me aquece e reaquece o coração,
ele já não me seduz, já não me reluz,
foste uma lição,
de amores e desamores eternamente não eternos,
de amores que queremos guardar o seu poder,
na mais bela caixa de jóias que tinhas no quarto,
e fui obrigado a dizer adeus...
fui obrigado a perder...
o poder que sentia, o poder que persentía,
o de ter um eterno amor,
que sería marcado como uma tatuagem,
numa pedra dum penhasco,
onde passado séculos,
criações de outras mentes,
lêssem...
e vissem a sua demanda recriada num passado,
que não era seu...e de sí falavam...
Fui obrigado a aprender...
Fui obrigado a dizer Adeus,
fui obrigado a deixar de amar,
fui obrigado a repensar...
a pensar...
a repensar...
a deixar de sentir...
Agora...
Aprendí a lição...
Continuo...
Na minha jornada...
Onde o amor aparece e reaparece...
e só peço...
para não ter de dizer...
Adeus.

sábado, 31 de outubro de 2009

Eu... no Tivoli...

sábado, 24 de outubro de 2009

Inconstantes quereres

Nunca é o bastante para ti...
nunca te chega...
afinal tens o mundo...
mas acha lo tão pequeno...
tão sórdidamente pequeno...
que destróis tudo à tua volta...
revoltas-te com os magos...
porque te renegaram seres a Deusa de todas as almas...
que não te pressentes...
que para seres rainha de alguém...
primeiro vais ter de ser a rainha de ninguém...
vais ter de conquistar reinos, jóias e coroas,
nas tuas batalhas interiores,
onde só tu ganhas e perdes,
e só tu...
és o que desejas...
rainha de todas as almas...
rainha dos magos e reis.
rainha de quem quiseres
e de quem não quiseres...
mas afinal...
de todos os que conseguiras ser rainha...
nunca poderás dizer...
que és rainha de todos os alguens...
porque nesse reino...
eu não existo...
nesse reino...
não és a minha rainha...
e nesse reino...
não mandas em querías mandar...
não te perdes onde te querias perder...
nem vives...
o que querias viver...
logo es rainha...
sem o ser...
sonhas...
e vives...
as quimeras de uma rainha...
que permaneceu num passado...
a pensar num futuro...
esquecendo-se...
que no presente...
me perdeu.

Ciclos de vida

Choro...
não tenho dores.
mas choro,
custa acabar,
custa romper,
custa perder...
por isso choro...
não porque tenho dores...
mas porque as tive...
e na nostalgia do sentir,
as dores que como as marés,
vêm e vão,
e nos mostram que afinal nem acabou nem recomeçou,
e que nada termina nem nada recomeça,
que o passado fará sempre parte do futuro,
e que o futuro é tatuagem no passado,
e quando julgares
que a dor passou,
algo se levanta...
uma lágrima cai,
um grito largas,
e pressentes...
que nem só as estações giram
ano após ano...
também tu...
dentro de ti...
ciclicamente...
pressentes,
ris, choras e amas...
ciclicamente...
ano após ano...
mês apos mês...
vida após vida...
não consegues parar o ciclo...
porque quando não amas...
sabes que voltarás a amar...
e quando estás a amar...
sabes que poderás em breve...
estar a chorar mais um terminar...
mas nesta vida...
de ciclos e anseios...
a única coisa que sabes...
que será dogmática para tí...
é que tens alma e sentimentos...
e que em cada ciclo...
algo permanece...
em todos os estados de alma...
em todos os estados de ânsia...
é que tanto tu como eu...
seremos sempre humanos...
em que quando mal nascemos...
aprendemos...
a sentir...
porque afinal...
eu e eu...
eu e tu...
...
temos alma.

Eu, tu, eles...

Sou louco
porque afinal
todos são perfeitamente lucidos.
E eu que distorço a realidade.
Nasci nesta distorção.
Vivo nela.
Sinto-a como minha, acordo e adormeço.
E nesta minha visão
que é a minha loucura,
cá permaneço,
enquanto o relógio anda,
e marca o passo
das vidas do que me rodeiam.
e a mim parece me gritar ao ouvido...
já é demasiado tarde...
para fazer o que tenho de fazer amanhã.
Deus é testemunha,
Deus é o meu parceiro,
Ele ouve-me,
e eu ouço-O,
Ele ajuda-me,
e eu ajudo-O,
neste desconcerto,
que é o meu mundo,
onde não sabes nem pressentes,
mas também tu vives nele,
também tu tens um papel a desempenhar,
neste mundo de brocados,
que composto por quimeras desconcertantes,
foi feito para as mentes brilhantes,
onde a paixão não morreu,
os magos, reis e principes ainda existem...
e eu que sou o bobo da corte,
deste reino que também sou rei,
cá permaneço do deitar ao acordar...
a pensar que nesta realidade sonho,
e nesta irrealidade vivo,
afinal quem somos...
afinal quem sois...
afinal quem sou...
se não mais alguém...
que nasceu... viveu e morreu...
e um dia pensou...
que também terá o seu luar,
e o seu amar...
e que foi alguem, é alguem e será alguem...
logo merece sonhar...
merece concretizar...
merece ter...
merece permanecer...
e dizer...
das quimeras fiz brocados...
dos brocados sonhos...
e dos sonhos que emuldurei...
sete vivi...
sete perdi...
e sete anseio...
por voltar a sonhar.

Choro nas brumas

Levantas-te e achas que nada está bem
O choro das crianças,
a fome de almas
que como tu e eu,
precisam de se alimentar,
beber, viver.
E por hironia do destino,
e por anseios de quem nunca nada teve,
nem nunca terá...
se perdem em choros e dores,
de quem quer comer,
e não come.
De quem quer beber água,
e os deuses a negam,
a eles...
que são filhos do vento...
filhos que tiveram o azar,
de serem filhos dos pais,
dos deuses da fome,
e do destino,
que ao seu primeiro choro,
os abençoou,
com a profunda dor...
de nem ontem, nem hoje, nem amanhã...
poderem a sua alma engrandecer,
e dos sonhos viver,
porque os mais básicos anseios,
passam pela fome e pela sede,
que nem tu nem eu sentimos...
mas os filhos do vento...
as tomam pelas suas biblias,
pelos seus dogmas,
e pelos seus dez mandamentos...

S.O.S. lançado

Olho os céus
um SOS lançado e o amor anda perdido.
Um uivar distante com lobos a arrancarem pedaços
levanto-me da imensa rotina,
o coração quer alcançar
não sei bem o quê,
não sei bem quem.
já coloquei a mochila nas costas,
tirei do armário o necessário,
um livro, um perfume, e um diário.
A jornada começa.
ou recomeça.
Mas digo sim ao SOS.
Hei-de lutar contra os lobos,
hei-de fazer reclamar os meus reinos.
E nestes céus
que te banham a tí, a mim, a nós.
Serei eu, serás tu, seremos nós.
Nesta jornada de SOS.
De algo encontrar, e nada procurar.
De ansiar, o que não se sabe bem o quê ou o porquê.
Mas dizemos sim...
ao SOS.
que tu lançaste, que eu lancei, que nós lançamos,
E do armário também levo uma tulipa já seca,
ela ficou perdida no tempo e no espaço,
mas ela é tua,
não sei afinal quem és,
nem tu sabes quem eu sou.
afinal porque precisariamos saber...
se o que queremos é a aventura.
da procura e da vida.
Afinal o que queremos,
é um dia... seja ontem, hoje ou amanhã,
eu poder te entregar esta tulipa seca.
Que apesar de perdida no espaço e no tempo,
vai bem presente no seu sentimento...
vem dizer que no armário fui guardada,
no armário sequei,
mas no armário...
não esqueci que afinal...
também eu sei amar...

Moço - Homem

Choro de menino...
que se perde em terras distantes,
choro entoado pela fresquinha da manhã...
onde os corações se dizem adormecidos,
e as almas amansadas pelos episódios das noites dormidas.
Choro de menino, encantado pela descoberta,
de que já não é um menino,
e aquele monte de areia perdido na cidade,
já não é um mundo de fantasia...
Agora a magia, reside naquele coração,
que fez despertar o seu...
Acabou de nascer o menino...
Moço-homem...
Águia que cresce dentro de sí...
ansiosa por um beijo alcançar,
e mago se sentir...
na descoberta de todo um amar...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Janela sem rua

Acordo do sonho
embranho-me nas brumas do pensamento...
Cheiro pão torrado e o som da torradeira,
...Olho em redor...
solidão na expressão.
Mas a fatalidade de ser assim
Apaixono-me pela mascara da janela.
Fico eternidades naquela janela...
desenvolvendo músicas que só eu entendo,
que só eu pressinto,
e que só para mim não são despercebidas.
E na desilusão desta janela sem rua,
na visão sem pessoas, almas e amores...
voam imagens que eu coloco,
imagens que eu sinto,
imagens que me apaixonam,
que me amam, choram, riem...
e perduram...
no meu sonhar...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Abraçar a ilusão

Ouve o silencio de lá de fora...
ele assobia sombras...
cheira a perfumes de outrora...
sentes agonía dentro de tí...
abraçaste no chão...
sentes a falta daquele calor...
aquele que se esfumou...
nas brumas do silencio...
ser de luz longinquo...
era ele a tua fonte de calor...
nestas noites frias e arrepiantes...
e ele se foi...
abraçaste e remóiste no chão...
ele abandonou-te...
ele perdeu-se...
ele vingou-se na tua pele...
essa que agora é fria como o gelo...
branca como o cal...
procuras no teu abraço...
sem o encontrar...
procuras o sentir...
sem o pressentir...
e adormeces na noite...
em gélido chão...
nesse teu abraço...
de ilusão.

Eternamente na Fobia

Fobia de sonhos,
fobia de quereres...
vivo e revivo,
e a minha cabeça não para de rolar...
sentimentos e quereres.
o que vai ceder primeiro...
o corpo ou a alma...
A alma não se corrompe...
e o corpo anseia descanso.
Mas a mente pensa e repensa
e ela diz...
"levanta-te e conquista,
a vida é demasiada bela para parares"
o corpo deseja a pausa de um momento,
e eu na dor do sentir...
não o ouço e corro...
pois é no próximo sonho que me vou sentir...
-COMPLETO-
Mas ao chegar a ele,
o saber a tão pouco e o querer muito mais,
num arrepiante desgaste físico e emocional,
e uma alma que não descansa,
e este cérebro que não pára...
logo criam novos lemas e novas manias,
logo destinam novos sonhos para o fim da desarmonia,
e eu ...
aceito os sonhos... são eles os meus dogmas...
Será que não aprendo...
e não paro de correr?!
Não. Me renego a parar...
afinal é na dor que me recrio,
é na imensidão que me sinto intenso,
e no sonho a alcançar que respiro.
Sinto o ar a entrar e a sair do meu corpo,
faz ele musica...
faz ele a minha melodia,
aquela que canta a minha desarmonia...
mas será que neste disco riscado de sentimentos,
haverá uma faixa seguinte,
com uma música diferente?
Digam-me vocês,
que me ouvem a cantar desnorteado,
a rodopiar sobre mim.
Como um peão que não roda sobre um centro,
e uma vida que se desdobra em Puzzles,
peças de milhares de vidas...
que nada mais servem...
do que para mais uma vez...
nos baralharem os quereres e os seres...
Eternamente.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ecos das imagens

Uma melancolia que nasce do nada,
em paixões que se enliam,
no pulsar das nossa veias...
Um coração que dispara,
para, e dorme...
dormente do sentir,
aguardando pressentir
o passar das sombras,
elas que nos fazem chorar,
amar,
voar...
querer parar.
Que a cruz nos seja depositada
numa campa desterrada...
mas os nossos dias,
que não sabem nos escutar...
rimam sem parar,
em palavras desordenadas,
sons que não se ligam...
risos ocos ao longe...
agitados véus negros cá dentro
e ao fim do dia...
num rezar antes de adormecer,
pedimos aos anjos, santos e irmãos...
que no dia a seguir,
o sonho não seja tão oco,
nem a realidade tão crua e fria,
e que no dia a dia...
pelo menos a melancolia tenha um porquê,
ou os sonhos tenham cheiros, sons, magia,
e o enlear das teias dos sentidos,
seja mais de vida...
e menos de gemidos...
que se divertem a nos atormentar a alma...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Força da Palavra

Existem palavras que nos fazem sentir,
por vezes ocas, por vezes intensas,
mas na intensidade do seu pensamento,
vêm aqueles momentos que refutam em desvanecer.
Existem palavras em lábios ardentes,
que nos fazem chorar e tremer...
existem palavras ditas e reditas por nós,
com as quais alguém chorou ao seu som.
Existem perfumes que nos fazem chorar,
existem vozes que nos fazem sonhar...
Todos choramos por alguém,
todos fizemos alguém chorar...
mas é em cada lágrima derramada,
e em cada soluço perdido...
que nesta dor alcançada,
posso dizer...
ESTOU VIVO.

sábado, 29 de agosto de 2009

O meu livro

Quimeras Desconcertantes

Sonhar, Amar... Viver.


www.quimerasdesconcertantes.bravehost.com

Cidade Matriz

Sózinho neste bosque
fui abandonado e sentido.
tropeço nos espinhos me deixados,
tropeço nos sentidos doridos.
As clareiras fecham-se,
Procuro-me sem me encontrar,
encontro-me sem te sentir.
Neste bosque irei permanecer,
viver, sonhar, e em séculos de procuras
em algum atalho desconhecido,
em alguma bruma perdida por ti,
espero-te encontrar...
...saír da solidão
Não existes mas és a minha inspiração,
Não te pressinto mas acordo todos os dias com o teu olhar...
És o meu anjo, o meu karma.
Rasgo as roupas na procura,
rasgo o peito na ânsia...
E até te encontrar...
já sabes...
é aqui que estou...
No Bosque sagrado...
Na cidade Matriz.

Vicio de Viver

Desgarrados beijos,
desgarrados corpos,
voam entre os lençois,
voam dedos na pele,
a pele transpira,
o corpo consome-se,
a vida sente-se.
E nesses desgarrados sentimentos,
onde o teu olhar voa nos meus olhos,
corações já não cabem nos peitos,
amores e desamores acontecem...
vicios de dores, prazeres, sentidos...
...
Vicio ... , de viver.

domingo, 23 de agosto de 2009

Mitologia do Amor

Nas historias glorias e inglorias que vos conto...
eu vou escrevendo todos os meus pensares e amares,
mais do que é politicamente correcto,
mais do que falar de mim e de ti...
falo do que se explora em cada meu respirar.

Conto-vos histórias de presidentes e meretrizes,
de pontos de vista que vos levarão até vós...
os filhos dos meus pensamento.
E em cada poema maior do que eu mesmo eu escrever,
não pensem que estou a terminar ou a começar,
mais um capitulo do meu recordar,
mas sim levo perfumes de onde passei,
vos levo nas minhas viagens,
e vos peço...
dêem-me a mão... agarrem-se bem nas minhas asas...
Por altos voos vos vou levar,
em breves linhas vos farei chorar, rir, sonhar...
sentir meus beijos em vossos lábios,
sentir o meu corpo a enlouquecer o vosso,
e em cada beijo no vosso seio depositado,
ele será recordado...
por vós ao entardecer,
porque apesar de ser um sonho...
vos fez sentir o estonteante brivar...
de todo um amar...
que pernoitará além mar...
como Deus grego a aclamar
o vosso olhar...
e esperando que num mágico dislumbre...
o meu olhar se deposite em vós,
não o real mas o irreal...
não o carne mas o coração...
e que no encanto de todo o meu desencantar.
Em que nada já faz sentido,
e as tuas ideologias viram os meus dogmas,
e o teu mundo é encarnecer das minhas quimeras,
viras e reviras no teu leito...
com os olhos no tecto...
sentes-te observada...
afinal...
bem ao teu lado...
nesse perfume que sentes vindo do nada...
nesse nada se encontra tudo...
nesse tudo estou eu...
vindo do além...
a olhar sem desdém...
para o teu corpo que se contorce...
pensando nos beijos que fazem enlouquecer o teu corpo...
quando lês e relês...
estas linhas cruas...
de odor a pecado, de perfume celestial.
Não é politicamente correcto,
mas não é uma ofensa das ideologias,
é só tu e eu...
A dançarmos sózinhos...
Na ala principal do pálacio,
onde eu te faço minha raínha, minha Deusa,
E tu sentes que não queres acordar nunca mais...
Mas eis que os sonhos também se acabam....
e é hora do despertar,
desta mitología,
que escreví de mim para ti,
e de ti para mim...
mas eu te prometo rainha deste poema...
que mais virão,
que como sempre este não é o inicio nem o fim,
nem sequer o meio dos enlouquentes tremores que te fazem apaixonar...
Cruz dos teus olhares este poema se tornou...
E anseia... pela minha voz ao teu ouvido...
a dizer de maneira não ofensiva...
...
Tens mais um....
E lá virás tu a correr...
escadas a baixo, rua acima...
Em busca de mais um escrito...
Que não é escrito para ti nem para mim,
mas é de ti que ele fala...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

...Venham ver-me...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Michael Jackson

Divinal arte,
ou arte divinal.

...Michael Jackson...

Simplesmente anseio do perfeito
porque na perfeição serei imperfeitamente perfeito.
Branco ou preto,
preto e branco,
mais do que físico
Alma gigante
Voz vibrante
e uma arte de voar
com os pés bem assentes no vosso chão.
A dança que roubava aos pássaros
Vos encantava
e me embriagava
Era com ela que tocava o céu...
E agora...
durante a noite...
Peter Pan de sonhos,
Irei continuar a dançar para vós
nas músicas dos luares
em que a tristeza vos bater no coração
e assim estarei...
eternamente
perfeitamente
enlouquentemente...
a ser o menino homem que se deslumbrou.

Passeio d'alma

Olha a rua tão bela,
reluz ela luz para ti...
e tu passeias nela tranquilamente.
Sentes que compreendes cada seu pedaço de sensações.
Respiras profundas sinfonías de paixões
Sentes o seu vibrar,
e nele espalhas charme a quem te quiser ver passar.
O mundo é teu.
E mesmo que não seja,
O chão que pisas é teu.
O ar que respiras enche-te a alma
E o calor que recebes do sol
Fazem te sentir maravilhosamente bem
Podes não ser a mais bela
Mas serás tremendamente bela
Para aquele olhar que te deseja conquistar
E só para esse olhar
que um dia pretendes beijar
queres continuar
a deslumbrar
e nesse teu passeio
de um crepusculo lunar
onde sentes que nas veias da vida
os brocados de sonhos foram te oferecidos
e voas entre quimeras
no tempo que vai passando
e tu continuas passeando
coleccionando olhares
coleccionando desejos
despertando pecados
e mesmo não sendo a mais bela
neste momento
és a mais bela
da calçada que é tua.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Anjo Trovador

Aqui estou a tentar me conhecer,
ligo-me e desligo-me do mundo material.
Abres os teus olhos e fechalos...
E eu so quería segurar essa face,
enquanto nos teus olhos me hipnotizo e no teu brilho me recrio,
No sorriso me apaixono,
O mundo é curto demais,
..e demasiado irado.
E sozinho me encontro...
A queda de água aguenta as minhas lágrimas,
Grito de desespero porque o mundo não se recría à minha volta.
Sonho demais no demenos,
E em tantas chances para alcançar-te
Soltaram-se brumas em tantas quedas
As minhas asas tombam-se
Não sou mais anjo
Não sou mais sonhador
Termino a minha vida de trovador...
As notas que escreví sobre tí,
essas que irão perdurar em tantas madrugadas
Mochos orquestravam minhas notas de desalento
tu lá longe desconhecías...
que o meu cantar de ti se glorificava
passas por mim
nada sou.
pensas em mim
quando já não voo.
E quando pensas-te que podería me recriar no teu olhar
já eu tinha deixado de sonhar
Trovador da noite
Trovador do dia
Deixei de cantar para ti, para mim e para o além
Este anjo trovador perdeu-se
mesmo antes de se encontrar
E agora é na híra dos mares
que o anjo Trovador se encontra a trovar sobre o teu olhar...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vives no meu secreto sonho

Porque sonho secretamente...
Num beijo te enlouqueço,
e em cada golpe de valsa,
o aroma de ópio se decifra no ar.
O âmbar que corre em tuas veias...
aquela musica ao fundo do corredor...
gira-discos que toca e retoca... só para nos ver dançar.
Sonho e perco-me na imensidão deste coração...
Este sonho secreto que me corrói.
O teu olhar prostrado... O teu ser enclausurado...
Tenho saudades de ti e não toquei ainda tua pele...
Saudades dos beijos perdidos nos meus lábios.
Saudades das noites em que se rasgam tédios...
em que consequências de mordidas são noites de desejo,
incontroláveis desejos da leveza do ser.
Porque sonho secretamente...
porque nestas brumas em que neste momento me encubro...
quando estou neste penhasco atirando pedras...
sinto-me tão intocávelmente só...
a nobreza de uma alma viva...
a vivacidade de uma alegoria de ideias...
as notas desgarradas de guitarras soltas
vêm me confortar...
e quanto as ruas vejo passar...
ao som de tristes fados...
fados que de tão tristes conseguem sonhar mais do que eu.
E este corpo intocável,
esta alma indomável,
domada... atribulada...
Por um sonho secreto.
Diz-me... onde estas tu,
onde te escondes,
o refugio desses lábios,
perfuma teus passos...
que eu os irei seguir...
Podes-te esconder...
Podes me temer...
Vem-me beijar...
E por favor... não me respondas não...
podes demorar um século na tua resposta...
mas deixa-me continuar a voar...
neste meu sonho secreto.

Amo-te Vida

Louco não sou...
só escrevo por escrever,
amo por amar...
e vivo...
não por viver...
mas porque quero ser...
para além do meu ser...
O infinito é mais do que um objectivo...
Um desejo...
Uma ordem.
Um mandamento.
E vivo na ordem dos meus dogmáticos sentimento.
Estes que me fazem corromper-me a mim mesmo.
Que não corrompo o mais cego dos homens.
Mas corrompo-te a ti que me lês.
Corrompo-te de sentimentos...
esses que não tinhas e agora tens...
Esses que te fazem pensar e repensar.
Que te fazem voar ou cair..
é essa a capacidade destas letras que para aqui solto...
por isso escrevo por escrever...
mas não escrevo por escrever.
A minha alma espelha-se na tua...
lê-me...
vive-me...
pensa-me...
sente-me...
e nas inconsequentes consequências dos meus actos no teu ser...
sentirás as minhas soltas palavras ao vento...
vindas de há séculos atrás...
para anos vindouros...
E na magia do amar por amar.
Não quero perder o amor...
Pois não amo por amar...
amo para viver... vivo no amor...
e no amor sonho...
e realizo as minha irrealizáveis quimeras...
essas que moram em todos os nossos corações...
e em todas as canções que irei cantar...
verás tatuado no meu olhar...
todo este amar...
que tenho por ti... vida.

Semear Sonhos

Este ódio que me semeaste...
num fruto que amadureceu...
este ódio que me marcas-te...
numa tatuagem que desapareceu.
olha nos meus olhos...
verás cada lágrima da minha dor...
lágrimas que declarei ao mar...
nas minhas tenebrosas noites de pranto.
olha nos meus olhos...
e verás que o ódio acabou de partir...
e que o sonho está a surgir...
olha...
olha bem nos meus olhos...
...
olha...
perde-te no meu olhar...
porque da semente que semeaste...
em rosas negras transformei...
para o luto das brumas das trevas...
agora...
semeio sonhos...
perco-me no olhar...
de outro olhar...
perco-me nos sonhos...
de outros sonhos...
e incalculavelmente...
não te esqueço...
mas perco-me...
irresistivelmente perco-me...
e também eu...
sonho.

Se me vires passar...

A música enche-me o peito...
A música faz-me voar...
E no amanhã... Sou hoje...
E no hoje serei sempre o que desejas-te.
E se num segundo tivesses de referir...
tudo o que te disse...
perderias-te em jogos de palavras...
onde os sentimentos fazem par com anjos...
E as mentiras desenrolam-se em verdades.
E as verdades são corrompidas.
Desafio-te... Se me vires passar...
Cara de desafio...
Passos de destemido...
Deita-me abaixo...
Voa num beijo... Sonha num sorriso...
Seduz-me num olhar...
E se num segundo me vires olhar para ti...
Olhar de composição sentimental...
Onde as armas são ténues...
onde asas me saiam costas fora...
E um leão possuo no peito...
mas desafio-te...
a ti...que me deslumbras...
a ti...que me fascinas...
Se me vires passar...
Cara de desafio...
Passos de destemido...
Deita-me abaixo...
Voa num beijo...
Sonha num sorriso...
Seduz-me num olhar...
Porque quando o teu olhar...
se deixar deslumbrar...
depois de num jogo de sedução me conquistar...
presa da sedução...
lançará feitiço...
E verás me afastar...
levando teu beijo no meu olhar...
mas não te preocupes...
eu olharei para trás...
porque a valsa deste nosso tango...
só agora se iniciou.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Corpo Despertado

Dançarina nas noites...
Freira nos dias...
Danças e fazes dançar...
Elevas-te e fazes elevar...
E em cada despertar...
La estas tu...
Teus olhos de sonho...
Teus gestos de trebaruna...
Tua chamada de atenção em desnudo corpo...
Que pela sua pureza...
Clama por amor...
E sorris...
Infantilmente...
Docemente...
Buscas...
Meu olhar...
Perdido nos teus seios...
Percorrendo tuas coxas...
E ansiando teu ventre...
Sorris...
Com um bocadinho de maldade no teu olhar...
Pretendes voos...
Pretendes sonhos...
com aromas de violeta no ar...
Eu admirando-te...
...
Fumo meu charuto...
Quase frio...
As cinzas são o unico movimento que fitas...
Sua queda despertada do ardente queimar...
Tu bela...
Sedutora...
Eu...
Gélido...
Mortal...
A explodir de desejo...
Introvertidamente desesperado...
De morder teus seios...
De perguntar ao teu corpo...
Qual o seu sabor...
E valsar nos teus braços...
E em cada passo da nossa dança...
Num gemido perdido da tua boca...
Dizer-te...
Não sei se te amo...
Quero-te.
Não sei se te quero....
Mas desejo-te.
Não sei se desejo-te...
Mas sinto-te.
E em cada vez que sentir...
Teu corpo se contorcer de prazer...
Mais vou querer o fazer contorcer...
Mais fome terei do teu corpo...
Mais sede terei da tua boca...
E mais vezes...
terei de te convidar...
para dançar...
mais uma vez...
comigo...
nesta noite.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Anjo Diabo

La estas tu deitada...
Corpo de anjo, alma de diabo...
Seduzes-me cálidamente...
seduzes-me mortalmente...
enlouqueces-me dementemente...
Esvoaças em prantos vibrantes...
Onde os sons das lágrimas são magos passos
Onde conquistas e reconquistas os demais...
Olhas para mim...
Olhar mortalmente marejado...
Despes teu corpo...
Abres tua alma...
Não queres saber da dor,
Não queres saber de sentimentos...
Queres viver no limite dos desejos.
Queres adormecer os teus anseios...
Mil vezes nos meus braços...
Mil vezes nos braços de mais alguem...
Mil vezes sozinha em Pranto...
porque afinal...
não te encontras em ninguem.

Cálidos Seios

A morte arrancou-te...
Lábios de mulher...
enlouquecidos na boca de outra ninfa...
corpos esculpidos...
envolvendo-se em cetins lençóis...
Lá fora o frio...
Cá dentro o arrepio de corpos...
de linguas que se descobrem...
de bocas que se mordem...
de seios que se tocam...
De corpos que se mutam...
ao som de vozes...
dedos que se percorrem...
mãos que se apaixonam...
de pele cálida...
e seios brancos...
deixou no pranto...
uma enlouquecida alma...
tocada...
Por uma divinal mulher.

domingo, 12 de abril de 2009

La Despedida


A violencia de um coração destroçado...
destroçado por uma hira de te procurar e não te encontrar
Quando me levanto de manha é demasiado tarde porque já não te vejo...
Quando me deito fico á tua procura num olhar reflectido na fria lua...
Lua que me ignora...
Lua que me dita a sorte...
Lua cheia... Lua nova...
Lua vazia de sentimento...
As lágrimas correm em tua busca.
Não existe volta...
Dormirei...
Nesta dança dos dias...
Que passam sem fogo e vida...
Dançam hora após hora...
E não me deixam rasto de ti...
Porque a vida morava nos teus olhos...
Os meus sonhos eram feitos pelos teus passos...
As minhas vitórias tuas glórias...
E agora...
Onde estas...
Voas-te com as asas que deus te deu...
Que me abandonas te a este frio palco...
A plateia está vazia sem ti...
E os meus sonhos... serão sempre os teus anseios...
Percorro cadeira a cadeira...
Deste meu teatro...
Mais uma vez não te vejo...
Mais uma vez o vazio na alma...
Canto outra vez sozinho...
Canto outra vez a uma voz...
Porque me abandonastes...
Quando o meu coração pulsa...
Ama...
Vive...
Consomesse...
Procura-te...
E morre nos olhares perdidos nos Frios luares...
O sonho se foi...
Onde estas...
Anjo de asas brancas...
Que não te encontro por mais que te procure...
Que não me respondes por mais que te chame...
Enquanto olho o luar...
Aquele frio luar...
Chamo o teu nome...
Chamo o teu brilho...
Chamo e re-chamo...
Desgastarei o teu nome até voltares a aparecer...
E deixares de me deixar abandonado neste frio palco...
Chamarei e rechamarei nem que me coloquem a laje...
E nem uma placa com uma data me irá impedir de dizer...
Meu anjo onde estas...
Chamo...
Eu...
Chamo...
Chamo por ti.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Irrealmente Real



Não sei o que é real e irreal.
Neste momento danço ao teu lado.
Estou num eterno sonho.
A vida irreal confunde-me.
Eu não quero saber.
Vivo.
E deslumbro-me com o teu corpo.
Teu cabelo de cinderela adormecida.
Não sei se estou acordado ou a dormir.
Sei que te deslumbro.
Sei que te desejo.
E no teu corpo adormeço o meu olhar.
Mas ateio o fogo do desejo.
Se este sentimento existe ou não.
Eu não quero saber.
Estou a sentir.
Estou a vive-lo.
Só isso me interessa.
Aperto o teu corpo no meu.
Olhos nos olhos.
Voos distantes.
Voos chegados.
E num beijar te roubo.
Da irrealidade do sonho.
Para a lembrança de todos os meus dias...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Aromas...




As palavras que correm...
As lagrimas que sonham e voam...
E nas memórias presas nas mesmas canções...
vejo te a sorrir.
Perdida no tempo e no espaço.
Perdida nos ventos que permanecem no meu coração,
Envelheço e olho-me ao espelho.
Por detras dele...
Continuo a reviver os brilhos da juventude...
Por detras das gotas de chuva...
vem aquele cheiro de terra molhada...
Onde as gotas percorriam o teu peito,
onde os sonhos eram raizes.
E tu e eu
dançavamos
e riamos...
Agora olho para trás...
E num amor me cubro...
num amor me deslumbro...
E enquanto me revejo...
beijo a sua pele...
Numa roma antiga qualquer...
Lá fora o ripostar de espadas
Cá dentro palavras soltas em lábios ardentes...
onde a magía nasce, vive e morre.
A cada segundo que se revive.
A cada segundo que se sente.
A cada segundo que repassa
no relógio da vida...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Seduzindo a Sedução


Fazes-me doer a alma.
Fazes-me tremer a voz.
Perder-me antes mesmo de me encontrar.
Enlouqueces pensamentos e vontades.
Seduzes e fazes te seduzir.
Enlouqueces e deixas-te enlouquecer.
E num desgarrado beijo.
Fazes-me sonhar assim.

A magía sai do brasão do teu olhar
As insignias da paixão estão nos teus gestos
E em cada tua palavra dirigída
Em cada olhar teu que me toque
Volto eu a me perder numa causa perdida
Reencontro paixão em cada frase
Que me deixas na mesa da cabeceira
Antes de fugires para longe de mim...

E no meio da rua...
Quando vejo-te a passar...
Fito teu olhar e gelo-te por momentos...
Pego na tua mão...
Encosto-a ao meu peito...
E valsa-mos...
Valsa-mos sem fim...
E quando julgares que a dança chegou ao fim...

Consumo os teu lábios num apaixonado beijo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Numa Foto... Seduzes...




Queres endiabradamente me enlouquecer...
Olhas e seduzes-me...
Arrancas-me beijos sem me tocar...
Fazes sonhar...
Fazes arrebatar...
Fazes enlouquecer...
E no vibrar...
Lá estou eu a olhar...
A tua foto...
E a desesperar...
Por te estar a admirar...
Sem nunca te ter esculpido...
Com estas mãos...
Que permanecem...
desejosas...
ansiosas...
de te percorrer...
de te ter...
de te fazer enlouquecer...
de te segredar ao ouvido...
os mandamentos do amor...
Quero sentir o teu peito ofegante...
Os teus seios beijar...
E o teu corpo permanecer...
entre os meus braços...
E fazer-te sentir que alem de protegida...
voas...
Longe do real...
Longe do imaginario...
Numa realidade que não convem contares...
Por ser tão loucamente apaixonante...
Por ser tão delirantemente arrebatadora...
Onde os corações disparam...
Onde os segundos param...
E as aves num deja vu arrepiante parecem voar sempre em circulos...
E os nossos lábios arrancam-se...
Arrepiam-se...
Estremecem-se...
Dizes palavras...
Palavras loucas...
Palavras ensurdecedoras...
Ao mais casto dos mortais...
Mas nós não estamos na mortalidade...
Vivemos na imortalidade da dança...
Estremeces ao meu toque...
Estremeces ao sentir-me a amar-te...
Estremeces nesta dança...
Onde eu beijo todo o teu corpo...
Onde eu beijo toda a tua alma...
Onde eu mato o teu olhar...
E acordo...
E volto a sorrir...
Até há próxima vez...
que o meu olhar se voltar a perder...
nesta tua fotografía...

Rosa Negra




No meio do Pôr do sol...
Ela sorriu...
Tomou uma taça de champanhe...
E disse...
Anda...
Anda para mim...
...
Em sofá bordeaux...
Ela espalhou o seu encanto...
E no seu encanto perdí o som...
Sentindo-me num sonho...
Onde as brumas abençoam os olhares vibrantes...
Fechava os seus olhos...
E estendía as suas longas pestanas...
Mais do que o seu corpo...
Mais do que o seu brilho...
Mais do que o seu perfume...
Seduzia pelo encanto...
e em cada gesto...
Uma sensual dança...
Onde um feitiço era lançado...
E os olhares apaixonados...
No infinito colados...
Não descruzavam...
Intensificavam-se...
Seduziam-se...
Dançavam...
E amavam-se...
Sem se tocar.

O Farol





Ouço um sussurro...
Ouço um vibrar...
No cimo da montanha algo vibra...
Ouço um pedido...
Uma águia parte o vidro...
Uma cortina rasgada sai da torre do Farol...
Um penhasco se abre ao meu redor...
Ouço o teu chamamento...
Vejo o teu brilho...
O teu cabelo é sombra celeste na luz ofuscante...
O farol liga-se...
Ouço um grito de terror...
...
Mas a vida sem mercê...
Não me deixa seguir...
Não me deixa estender-te a mão...
Não me deixa saír do meu poiso da rocha lunar...
Arranco as minhas roupas...
Arranco o coração...
E digo ao anjo que passa...
Que lho ofereço em troca das suas asas...
Ele nega-me o voo...
Mas não me vai negar o sonho...
Olho penhasco abaixo...
Mar irado...
Aguarda pelo meu calor...
Aguarda pelo meu cheiro...
Dou passos atrás...
Tentando não sentir o buraco das trevas que se avizinha...
Corro...
Lanço-me...
Sinto o vento na cara...
A aragem...
Estendo os braços...
Aguardando o choque de titãs...
Num mergulho avassalador...
Expludo no mar...
O mar exalta um grande trovão de água...
Sinto tanto frio...
A morte debaixo de água...
Aparece-me a sorrir...
Mórbida mas ternurenta...
Mulher sereia...
Linda, nua, sedutora...
Como a convencer-me...
para me deixar desistir...
para me deixar ir...
Eu...
Olho bem nos seus olhos...
E sorrio...
Maldosamente sorrio...
E grito-lhe...
...
...NÂO ME VENCES...
...
Viro costas...
E recupero fôlego já a boiar...
Olho para o Farol...
Ainda está tão longe...
E o farol apagou-se...
Vejo o brilho de uma faca...
A cortina esvoaça cá para baixo...
O perigo acentuasse...
E ganhando forças...
Nado... Chego a terra...
Subo o penhasco...
Ouço a tua voz...
Cantas para mim...
Guias-me...
Pedes-me ajuda...
Arrebento a porta...
Subo as escadas do Farol...
E sim...
Ninfa...
Quase seduzido pelas tuas lágrimas...
Pelo teu brilho...
Que beleza incomensorável...
Viro-me...
Ouço um riso estridante... Um riso doentio...
Olho para o meu lado...
-Oi, como vais meu antigo cavaleiro... Já não te vía a algum tempo...
-Tu... Julgava-te longe... Julgava-te desaparecida...
-Desaparecída no teu rasto... Desaparecida no teu olhar...
-Sim...
-Mas não desaparecida do teu mundo... Vou te roubar o que mais gostas... Para sentires o que eu perdí...
-Vingança?!
-Não... Roubar-te o que me roubas-te... O amor...
E ao levantar a faca bem alto...
Tentando cravar no meu destino...
As trevas sombrias...
Mergulho... Voo...
Como nunca o fiz...
E voando a frente da minha diva...
A faca é cravada...
No meu peito.
Caio...
E sorrio...Esvaindo-me em sangue...
-O amor não me roubas...O amor vive-se... O amor sente-se... O amor persegue-se... O amor consomesse...
E ela com as lágrimas nos olhos...
deixa caír a faca...
E da janela partida lança-se num voo...
Que não sei para que destino a lançou...
A diva...
Olha-me nos olhos...
E trémula limpa-me o sangue...
pegando-me na mão...
Susurra no meu ouvido...
-Amo-te...

...
Beija-me os lábios...
E eu sorrio...
E parto Feliz.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Diva



No meio de uma agonía momentanea...
Lá vais tu mais uma vez...
Beleza flamejante...
Corpo enervante...
De uma sensualidade de fazer tremer...
Sigo-te todos os dias todas as noites...
Actríz és dos palcos de teatro...
E Diva és de todos os meus sonhos...
Percorro teus gestos com o meu olhar...
Estendo-te meu casaco nas noites chuvosas...
E tu nem para mim olhas...
Mas sempre que sais do palco...
lá estou eu para te pedir mais um autógrafo...
esses que colecciono ao lado da minha cama...
Peço uns atrás dos outros...
Só para te poder ter bem junto a mim...
Sentir o teu breve sorriso se cruzar
com esta bruma da vida...
Endoideces o público...
Com os teus gritos de vitória...
Enlouqueces-me a mim...
Com os teus susurros do aurora...
Eu não quero saber...
Se não pertence-mos ao mesmo mundo...
Viajarei para onde fores...
Escreverei sobre tí...
Folhas e folhas...
que depois as deitarei ao vento de um qualquer penhasco...
Assino para que se as encontres...
Leías o que me vai na alma...
O que me vai no espirito...
E principalmente...
O que me vai no coração...
Coração ardente...
Fogo gelado...
Gelo astro estrondoso...
Um dia...
Sim um dia minha diva...
Hei-de te roubar aquele temido beijo...
Aquele tão malfadado beijo...
Que o guardo noite apos noite...
Na solidão de mais um amanhecer...
Sózinho a olhar a vida que se levanta
E as ruas voltam a encher-se de vultos...
E eu mais um nesses vultos...
Irei mais uma vez...
Para a porta do teu palco...
Para te ver entrar...
Para te ver sair...
Para te ver viver...
E assim...
Eu viverei tambem.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Abençoa-me meu anjo


Num fado por mim cantado...

ouvi tua voz em gemido de guitarra.

E senti-me arrepiado...

em tão delirante som...

Noites passaram..

Luares embalados por vozes quebradas..

em armaguradas dores...

de embalados desencantos...

de quem vive armaguradamente só...

e na tua voz...

eu já vivia...

na tua voz eu já cantava...

e quando a noite acabava...

no nascer do tão malfadado sol...

que me roubava de tí e da tua voz...

eu pernoitava na praia...

com o calor do dia...

aguardando a cinestesia...

de um breve entardecer...

e vivo eu dia após dia...

aguardando tua voz chamar meu nome...

e nesse día mais do que existir...

viverei na tua voz...

chorarei de alegría...

porque aí saberei...

fui abençoado...

por tí...

meu anjo.

Dez anos aprisionado clamando amor...



Passo dia após dia...

Fechado nesta cela...

lá fora o sol clama por esperança...

cá dentro vejo as trevas...

bem no fundo negro...

choro por não te poder abraçar...

perdí o poder sentir o teu calor...

dez anos vão passar...

por causa da bala trespassada...

em anjo tombado...

num roubo arrancado a ferros...

...

...

dez anos passaramm...

irei sair...

procurar-te...

a tí que prometes-te me amor eterno...

e uma eterna espera...

numa entrega de almas...

valsando numa noite de amor...

...

...

Estou a olhar-te a sair de casa...

Há dez anos não te vía...

Há dez anos gritava teu nome baixinho...

Todos os dias meus sonhos eram contigo...

O sorriso visita-me passado tanto tempo...

mas algo se passa...

dez anos esperei por ti...

dez anos rezei por ti...

dez anos clamei por um beijo teu...

Agora na minha frente...

As trevas levantam morte grandiosa...

Os sonhos removem-se das páginas do diário que ainda não escreví...

Vejo-te beijar...

Não são os meus lábios...

Perco-me na dor...

Perco-me neste ardor...

Vejo-te sorrir...

E não é no meu olhar...

Promessas vãs lançadas...

rasgadas tão facilmente nos teus braços...

a destruição...

torna-se minha guia...

a morte é o meu principal mandamento...

sentia-te bem junto a mim estes dez anos...

em cada segundo...

e agora sei...

que não era junto de mim

que estava o teu coração...

o teu corpo...

tão idolatrado por minhas mãos...

agora sei-o tocado por outras mãos...

sei-o moldado por outras artes...

renego-me a mim mesmo...

renego-me a sorte...

irei seguir os sons que me assombram...

eles pedem me sangue...

e será o meu que lhes vou dar...

e um dia quando nas noticias ouvires...

ex-prisioneiro suicida-se...

saberás que no manto de dor...

que me ilumina o poder do pensamento...

esteve a tua promessa de amor...

que mais do que dez anos...

condenou-me a morte...

eu não irei recorrer...

desta vil sentença a que me condenas-te...

e no meu testamento só vou deixar uma coisa...

e será a ti meu grande ex-amor...

uma tulípa negra...

que tu quando a receberes...

saberás o significado de tão insignificante flor.


Enterro-te na minha campa


Fizeste-me idolatrar a morte...

Fizeste-me não ter merisecórdia comigo...

A vida passava...

E eu cavava...

Sepúltura funda...

Sempre que vía gritos vãos lançados...

Eu só dizia...

Que fiz eu agora...

Para mais chagas me serem abertas.

Eu tanto te amava...

Que só quería ter-te para sempre bem junto da minha pele.

O teu cheiro era o meu opium...

O teu perfume o aroma do meu cigarro...

Eu perdia-me a ver-te dormir...

Idolatrava teus cantos de sereia...

E esquecia as atrozes feridas...

Lançadas em noites de lua cheia...

E quando o abandono sentía...

Perguntava-te se te podía-te matar...

Para poder perdurar o teu calor...

nas palmas da minha mão...

E nunca mais ninguem te poder roubar...

do meu olhar...

...

amava-te mais do que um anjo ama um deus...

essa imensidão trespassava as minhas glórias...

elas que depois de te conhecer...

deixaram de ter asas...

e as tuas glórias...

essas sim,

passaram a ser a minha biblia...

os teus mandamentos...

eram os meus dogmas...

fui vivendo no teu olhar...

e quando nos amavamos...

a minha alma abandonava-me...

a carne despregava-se...

e naquele rodopio de sentimentos...

em que vestias peles de mil mulheres...

dançavas para mim india na dança...

glamour no ser...

sedutora no me ter...

prendias-me sem o quereres...

ou querías-me para sempre a teus pés...

para um seguidor de uma endeusada teres...

cada vez mais me embriagavas no teu perfume...

para no fim sem merisericórdia...

me espetares uma faca no coração...

E agora????

Não existe piedade no meu olhar.

Não existe sonhos encontrados...

Só sonhos perdidos...

Que ficaram em gavetas perdidos...

no meio de tantos caminhares...

Perdurarás para sempre...

Sonho terno, eterno, doloroso.

Mágoa de um passado.

Mordaz dor que se enterrou lá atras...

E agora ergo sepultura

Neste monte em que me vês...

enquanto lá debaixo...

me vais espreitando...

sem coragem para sequer...

cruzares teu olhar no meu agora mordaz olhar.


Elevar na dor


Procuro te confortar na tua dor...

As lágrimas caiem...

Perdidas na face do desalento...

iluminam elas meu coração...

irei seguir-te nesta cruzada...

E mesmo quando não te estiver a olhar...

Irei estar a cuidar de ti...

A minha alma abandonará meu corpo...

Meu espírito a minha mente...

E quando uma lágrima tua caír...

Eu estarei sempre lá para a apanhar...

E para docemente teus lábios beijar...

E ao teu ouvido segredar...

-Meu amor...Não te preocupes...

vou acolher-te entre as minhas asas...

e juntos voare-mos...

Para onde és feliz.

Contigo Vivo...

Sem ti...

Perco-me em negras Trevas...

Por isso meu amor...

Proíbo-te o abandono...

Proíbo-te a morte...

Elevarei-te dessa dor...

E no fim...

seremos só nós...

naquela cabana que tanto sonhas para nós...


domingo, 25 de janeiro de 2009

Noites de Febre...


Tento sentir esta febre...
Febre diabólica...
Febre mortal...
De morrer num sabor de um teu beijo...
Que a vida já deixou de estar errada...
E os sonhos simplesmentes se encaixam...
Enquanto sinto esta febre do desentendimento...
Relembrar o que vivi e não vivi...
Não acabou...
E já morreu...
Não se eternizou...
E é infinito...
Despedaço a carne contra o chão...
Numa agonía do abandono...
Numa ansia do teu beijo...
Perdido ou não...
A febre diabólica...
Cá anda...
Cá mora...
A ânsia do que tenho e não tenho...
A agonia de querer mais...
E não te ver no meu horizonte...
Procuro-te...
E perco-me nestas ruas duma cidade sombria...
A luz foi perdida...
O mar levou as lágrimas...
E os penhascos clamam pela minha alma...
Procuro-te...
Para te dizer que não acabou...
Que esta febre não me larga...
Que a cura mora nos teus quentes lábios...
Aqueles das noites de luares...
Aqueles que mordiam nas noites de paixão...
Quero sentir nem que seja num fim...
O teu perfume ao pé de mim...
...
Estou no penhasco...
A morte será um presente...
Porque com a liberdade...
De um corpo arrancado à alma...
Poderei ír...
Voar...
Até ao pé de ti...
E sorver o teu perfume...
Beijar os teus lábios...
E ser feliz...
Porque existes...
Sim...
E ao pé de mim...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Puro amor...


Se nas pinturas eu discutisse...
O que era o amor...
E o que seria...
o mais casto desses amores...
o platonicamente beijo...
teria eu de pintar...
numa tela manchada de puro talco...
Encheria o quadro de pétalas de rosas brancas...
Onde te deitaria...
Coberta de um véu branco...
Coberta do pó das estrelas...
Teria de te emoldurar no meu quarto...
E eu platonicamente apaixonado por ti...
Deixaria de comer...
Deixaria de beber...
Porque apaixonado por tão puro ser...
Ficaria colado nos teus traços...
Por mim desenhados...
Por mim inventados...
ser tirado da minha cabeça...
ser tirado dos meus sonhos...
inventas-te os meus desejos...
inventas-te os meus mandamentos...
e enfeitiçaste-me a mim...
tu que só és uma figura...
da mitologia do meu cérebro...
e eu...
Morreria nesse quarto...
Para não ter...
De descruzar o meu olhar...
Desse tão altivo altar.

Enlouqueço os sentidos...


Posso querer sempre superar-me...
A minha meta alcançar o infinito...
Para nele sentir...
Que o mundo é tão pequenino...
E poderei ainda ser mais do que o mais...
E atingir...
Para além de um infinitamente definido...
Que devia ser o extremo não alcançável...
E esse extremo alcanço...
Mas não ficarei por aí...
Porque se um extremo se alcança...
Eu tiro ilações da natureza...
Como nas marés que banham as nossas praias...
Ainda verei...
Que como o mar vai e vem...
E como a terra roda continuamente num sentido elipsal infinito...
Se cheguei ao infinito de algo....
Terei a certeza...
Que só terei chegado ao inicio...
De caminhar...
para outro infinito...
E voltar a superar-me...
no que não posso superar...
No que a alma já não alcança...
E alcançar...
O que quero...
Voltar a superar-me...
E se o superar...
Só saberei...
Que mais uma vez nada sou...
Porque se nunca chego...
Ao supremo superar...
Em que nada mais há para superar...
é porque afinal não sou ninguém...
E afinal é fácil eu me superar...
porque eu afinal...
sou ninguém.

Na morte... ainda não acabou


Lágrimas de sangue...
Explodem ao ver-te morta neste jazigo...
Arrancaram-me a carne do corpo...
Arrancaram-me a vontade de viver...
Só desejo que a senhora morte...
Se apaixone também por mim...
Para no teu rasto eu poder seguir...
Neste mundo já não te vejo...
...
Em que mundo andarás tu...
...
Qual será agora o aroma da tua alma...
Qual será agora o brilho dos teus olhos...
Agora que a donzela negra te levou...
Como baterá o teu coração...
Agora que o teu corpo está frio...
Mudas-te de estado...
Não mudas-te a tua pureza...
Não consegues fugir ao teu encanto...
Deposito um beijo nos teus frios lábios...
E sussurro ao teu ouvido...
Sossega...
Que ainda não acabou.

Poeta não sou...


Poeta não sou.
Escrevo o que me vai na alma.
Escrevo o que me vai nas veias.
Não componho música...
Não pinto quadros...
Simplesmente expresso-me...
Se te toco...
É porque a minha expressão é demasiadamente dramática...
E do erotismo do dramatismo...
Faço-te suspirar...
Por que o não Poeta...
Seja um Poeta dos teus lençóis...
E deste Poeta
Que não é Poeta...
Nascem parcos versos...
Em busca das tuas leituras...
Em busca dos teu sorriso...
Não sou Poeta...
O meu perfume é só um complemento da minha alma...
Não têm rimas de Poemas estas linhas...
Não têm melodias nas suas guelras...
Só seguem as silabas tónicas dos sentimentos...
Só compõem ao compasso do meu coração...
E conforme o fumo do meu charuto se esfuma no quarto...
As frases perdidas que aqui lanço...
Parecem valsar à minha frente...
Para do não Poeta fazer um não Poema...
Que fará-te corar ao ler...
Porque te fará suspirar por um verso que não é verso...
E de uma mão que não compõe a tocar nos teus seios...
E de uma boca que não canta a beijar-te o corpo...
E deste não Poeta...
Que nem asas realmente tem...
Pedes que salte...
Mesmo sabendo que se despenhará...
Porque ele não voa...
Só sente...
Porque ele não sente...
só se deslumbra a si mesmo...
Enquanto a lua percorre o seu quarto de vidro...
E os magos versos que aqui são cozinhados...
De não versos são compostos...
Para simplesmente te fazerem...
Sonhar.

Reescrever Vida


Acabo cada dia com um pedaço da minha vida...
Para no dia a seguir o reerguer ao som de uma canção.
Pastel pintado o meu dia...
Vai mostrando que não está acabado...
Que a cada segundo vem outro...
E que quando penso que é o fim...
Não esta acabado...
A esperança permanece...
A alma se engrandece...
E corpo se reescreve em mais um pedaço de areia...
Que o mar teima em apagar...
E a música teima em nos voltar fazer reescrever...

Queres viajar pela noite


Queres viajar...
Conhecer Veneza e os seus canais...
Nesses em que por entre o teu vestido...
Toquei em tuas coxas...
Queres ir a paris...
E no cimo da Torre Eiffel...
Desejas que te ame...
Toda a noite...
Enquanto a cidade iluminada...
Assiste a uma valsa composta...
Queres mergulhar nas claras águas do México...
E sentir-me tocar-te nas costas...
Enquanto estremeces de tanto fervor...
Queres viajar...
sim...
mas não queres sair deste quarto...
não queres sair destes lençóis...
só queres sim...
Ter-me a amar-te toda a noite...
Queres sentir-me dentro da tua alma...
Queres-me o meu transpirar a esvoaçar pelo teu corpo...
Queres sentir-me ofegante...
E queres que eu pernoite toda a noite...
com o meu olhar...
no teu olhar...
Queres Viajar...
Mas pelo que vejo...
É so pelo meu olhar...

Déjà Vu


Escrevo num Deja vu do que iras viver reflectido no meu olhar...
Escrevo ao saber-te ler estas linhas abençoadas pelas tuas lágrimas...
Lágrimas caídas durante o meu sono...
Lágrimas percorridas de sonhos...
Sonhos desfeitos, refeitos... e perdidos...
Escrevo num Deja vu de amores...
Esses que vais viver em mim...
Em cada linha lida e relida...
Essa vela derrete...
E a noite passa...
E os teus olhos percorrem linhas e linhas...
À espera que destas linhas...
Salte a minha voz...
Que destes pensamentos...
Saía um pensamento sobre ti...
Desfolhei-as os meus pensamentos,os meus gostos...
E a cada segundo arrepias-te...
Voo bem longe de ti...
Mas voo.
Sinto...
Vivo...
E escrevo...
Num Deja vu do que viveremos juntos...
No amanhã estarei a percorrer teu corpo com o meu olhar...
Pintarei a tua tela no meu sonhar...
Corpo de mulher...alma de menina...
Dançarei contigo até as consequências serem graves...
Graves ao toque do beijo...
Graves ao toque dos corpos...
Graves até as asas nascerem das minhas costas...
Pegar em ti...
E levar-te para o meu mundo...
Onde o sonho é a realidade...
A realidade o sonho...
E o meu perfume estará nos teus dias...
em cada passo sentirás magia...
Em cada movimento voarás...
Em cada segundo...do tempo...
Escrevo eu...
Agora...
Desse Deja Vu...
Que te faz suspirar hoje...
Que te fará suspirar amanhã...
E que te fará delirar...
Neste deja vu...
Onde o sol toca o teu rosto...
E os sinos vão o anunciando...
E amanhã quando os ouvires tocar...
Está atenta...
Ólha para trás...
Poderá ser nesse dia...
Ou noutro dia...
Mas num dia...
Eu estarei lá a olhar para ti...
E nesse dia saberás...
Que a promessa de um Deja Vu...
Já deixou de ser promessa.
E que a profecia esperada...
Mais do que ansiada...
Estará na ponta dos meus dedos...
No brilho do meu sorrir...
Na toque dos meus lábios...
Essa profecia...
Que te fará também ter asas...
Não ter medo de saltar...
Não ter medo de viver...
Porque aí saberás...
Que para lá do salto existe o sonho...
E para lá do sonho a magia...
Apoteóticamente carnal...
Magistralmente pura...
Serás anjo em corpo de sereia...
E...
Ao toque...
Aos sentidos...
As lágrimas cobrirão os rostos...
Dos que não acreditam...
Dos que não permanecem no sonho...
Porque o mundo já corrompeu todos os seus cristais de luz...
Mas tu...
Saberás...
Ao me olhar...
Que a profecia...
De um grande amor...
Que lestes numas linhas perdidas quaiqueres...
Num livro de cabeceira atirado pela madrugada...
Essa profecia existe...
E num Deja Vu...
Esse amor já foi escrito e reescrito...
Ás mãos de um pergaminho por aqui deixado...
Por ti lido...
Por mim relido...
E por nós vivido.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vem...Se és capaz...



(Ele)
Vem durante a noite...
desvenda os teus segredos vendando-me os olhos...
brincas com os meus sentimentos...
brincas com o brilho do meu olhar...
Satisfazes os teus desejos no meu corpo...
...
Vem durante a noite...
Esse teu brilho que me quer matar...
É enlouquecido pelos traços da noite...
E é morto pela brumas mortiferas de um tango
que dança nas ternas curvas do teu corpo.
...
Vem e enlouquece-me...
E verás que em vez de me enlouqueceres...
Terás a imensidão dos sonhos no teu olhar...
Vem de mansinho...
Com o teu perfume fresco primavera...
...
Vem eu desafio-te...
Veste as tuas melhores vestes...
E tenta fazer-me o mais sidério dos deuses.
Vem devagar...
muito de mansinho...
para eu admirar o teu andar...
para eu me perder no teu olhar...
Aproveita que o sol já se pôs...
Aproveita que me vês no teu espelho...
...


...


...
(Ela)
Sim eu vou...
E quando pensares que me enlouqueces-te
eu vou te virar costas...
Irei fazer-te desejar-me amar...
Irei fazer-te enlouquecer de amor...
E quando olhares nos meus olhos...
E os teus lábios se derigirem para os meus...
Sedentos dos meu toque...
Sedentos do meu sabor...
Eu vou te virar costas...
Vou levantar a cabeça...
E altivamente irei caminhar dalí para fora...
Ainda virá o homem que me roube a pose de maga...
...


...


...
(Ele)
Então se tens tantas certezas...
Porque não te atreves a chegar ao pé de mim...
Porque desvias o olhar sempre que o meu se cruza com o teu...
Se és tão dona de ti...
Que temes tu...
Seduz me então raínha do ópium...
Enlouquece-me já que tanto o queres...
E eu também o vou querer...
...
E nesse beijo...
Que pensas fugir...
Eu irei agarrar-te...
E irei roubar-te o beijo...
E se pensas que não te enfeitiças...
Atreve-te então maga...
...


...


...
(Ela)
Eu vou dançar essa tua valsa...
Como vez estou próximo de ti...
a olhar bem os teus olhos...
e não caiu na tentação dos teus lábios...
sou mais forte que qualquer desejo...
(Ele)
E eu...
Que estou a admirar os teus olhos...
E que enlouqueço com o teu perfume...
Aqui quieto fico...
Afinal quem é o mais forte dos dois...
(Ela)
Serei eu que estou ofegante de tanto desejo...
Serei eu que vibro so de imaginar a tua mão...
O dejá vu de tu a me amares parece penetrar-me a mente...
E os sonhos palpitam para alem da mente...
(Ele)
Sou eu que me aproximo ainda mais dos teus lábios...
Estou a meio palmo deles...
Eles clamam por ardor...
Eles clamam por fervor...
E eu consigo ficar impávido e sedento...
(Ela)
(Vira costas)
Como vês deixei-te ansioso de amor...
Ansioso de paixão...
Irás pensar em mim amanhã e depois de amanhã...
Acabei de entrar para sempre na tua vida...
E também o vou sair...
Deixo te o rasto do meu perfume...
Se fores mágico...
Segue este rasto...
Eu amanhã a noite perdurarei...
Em lençois a cubrirem meu nu corpo...
Ele ficará a tua espera...
Encontra-me...
E eu serei tua...
(Ele)
Mais do que te encontrar...
Eu irei amar-te e encher-te de brocados de sentimentos...
E na leziria em flor...
Eu irei eternizar o nosso amor...
Serei mais do que um só homem...
Serei o teu Homem...
Serei o teu mago...
Mais do que vês...
Mais do que sentes...
Irei despir a minha alma...
Deste corpo que me acompanha...
Deste corpo que me prende...
Pegando na tua pérola-alma...
Mostrarei que o pôr do sol não é mais do que um por do dol...
Se não for assistido por ti...
Que a lua se envergonha com o teu brilho...
E que maga dos sentimentos tu és...
E serei o único homem...
A conseguir-te enlouquecer...


Vem...

...


Vem...


Ter comigo minha apoteótica ninfa...
Saí desse teu cantinho do mundo...
Vem enlouquecer-me se achas que consegues...
E segrada-me ao ouvido todos os teus futuros pecados
cometidos na nossa alcofa...
Vem...


se achas que és capaz...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Notas de Amor



Valso nos teus olhos e perco-me na imensidão dos teus sonhos...
Pego no teu sorriso e emolduro num retrato a óleo que vou fazer so para ti meu amor...
Vou-o pintar em tons de pastel e óleos doces sabor mel com os quais irei desenhar-te...
...em mim...
Tatuando teus lábios no meu corpo...
Ao som das tuas pestanas...
Que entreabem devagar...
Quando me vêem passar e sorrir...
Olhos que não se descruzam...
E durante a noite...
Quando o céu coloca o seu vestido de gala...
Eu irei para um grande penhasco cantar...
E lá colocarei aquele piano de cauda...
Sim esse meu amor...
Preto... de onde os tons sairão mágicos....
E do negrume farei a lua se iluminar só para ti meu amor...
Valsa para mim...
Valsa ao som deste piano...
Que eu irei tocar até o sol deixar de pernoitar...
E aí...
Neste piano te irei estender bem devagar...
E até a lua voltar...
Te irei apaixonadamente amar...

sábado, 10 de janeiro de 2009

A cortesã



Vívia na solidão...

Numa tremenda solidão...

Solidão que me abençoava os olhos...

Os dias cópias de canções de discos riscados...

Momento vibrantes só quando nos sonhos adormecía...

E a anestesía fazia-me adormecer da solidão...

Existem noites iguais a tantas...

E tantas iguais a outras tantas...

E eu vívia nesta imensidão de cópias...

Onde as rotinas eram a minha forma de viver...

E os meus sonhos...

Nada mais do que meros acordares da rotina...

Para logo depois adormecer...

Outra vez noutra cópia...

Mas esta noite não era uma noite igual...

Diferente delas todas...

Saí para tomar um café...

Saí para algo mudar...

Ultrapassei a estrada...

Ameno tempo...

Amena brisa...

Numa noite coberta de brumas...

Estava para entrar naquele café...

Onde a rotina sería substituida por outra rotina...

E lá estavas tu...

A olhar para mim...

Cortesã da noite...

Cortesã... dos ricos e dos pobres...

A que faz sonhar quem não sonha...

Estavas a chorar...

Fumavas uma cigarrilha...

Vestida com um vestido comprido...

de gala...

as tuas meias de rede...

as tuas luvas de preto cetim...

e as lagrimas descubriam uma perfeita maquilhagem...

Desviei-me da porta do café...

E cheguei-me ao pé de ti...

viraste-me costas...

Como envergonhada...

Desprezada pela vida...

Desprezada pelos homens...

Que te usam pelo corpo...

Que te usam pelo prazer da carne...

Choras de dor...

Choras de rancor...

Mal te seguras nos teus botins de cristal...

O teu cabelo dourado...

O teu sorriso meigo...

E as lagrimas de cristal...

Não quero saber se amas-te mil homens...

Não quero saber se vibras-te mil vezes...

Choras...

A dor magoa-me...

E faz-me sair da rotina de não sentir...

Quero sentir as tuas lágrimas na minha face...

Quero beijar o teu rosto de cera...

Pego na tua mão...

E levo-te dalí para a minha casa...

Coloco-te em frente a uma lareira...

descalço os teus lindissimos pés...

E fico ajoelhado a teus pés...

Olhando o teu lindo rosto...

Que fica a olhar o infinito dentro das labaredas da lareira...

Levanto-me...

Beijo teus lábios...

...

E como se tivesse carregado num botão mágico...

Tu sorris para mim...

Com um olhar tão terno...

Com um olhar tão mágico...

Levantas-te...

E ao som de uma música melancólica danças para mim...

O teu vestido brilha...

E tu danças uma valsa sózinha...

Com o calor a nos aquecer as almas...

Cortesã antes...

Agora uma menina...criança...

Que brinca ao som da música...

E sorris para mim...

Nesta noite...

Presente de uma vida...

Fim de uma noite de rotinas...

Deitas-te ao pé de mim...

A sorrir...

Beijas-me...

E agarras-te ao meu pescoço...

E por lá adormeces...

Abraçada com tanta força...

Que parece que tens medo que eu não seja mais nem menos...

Que uma visão das brumas...

Mas está descançada minha doce cortesã...

Que a partir de hoje...

Não vais ter de cantar mais canções...

Nem viver mundos que não os teus...

Não mais te vou largar...

Mil homens te beijaram no passado...

Mas só um neste futuro que hoje começa...

Irás agora amar...

Para mim nasces-te...

Para mim és virgem e casta...

Para mim...

Que te irei desposar...

Serás a partir de agora a mulher mais integra...

A mulher mais apaixonada e feliz...

Agora que simplesmente...

Me quebras-te a rotina...

Voo de Almas d'amor



Brilho incumensorável...

Vejo nos teus olhos...

Perco os meus pensamentos nos teus...

Vejo-te linda e dourada...

Vejo-te sorrir...

E perco-me na profundidade dos teus gestos...

E anjo como sou abro asas...

Voo para caminhos desconhecidos...

Das tuas canções...

Onde estou a beijar-te o corpo...

Onde estou a beijar-te os lábios...

Onde te segredo ao ouvido...

-És tu...

Onde pego em tí como se de um violino fosses...

E toco nele toda a noite...

Os mais belos acordeãos de amor...

Ouço o teu respirar ofegante...

O teu coração disparado...

E danço contigo toda a noite...

Num vibrante brilhar...

Num vibrante amar...

Onde os anjos pernoitaram nas nossas almas...

Onde os magos perderam as horas...

Enquanto os nossos corpos se tocam apaixonadamente...

Perco a minha boca nos teus seios...

Perco o meu olhar nas tuas pernas...

Perco a minha alma no teu coração...

E digo-te ao ouvido...

-Serás sempre tu...

Olhos nos olhos...

Boca na boca...

Alma na alma...

Um só corpo em voo de almas...

E a noite caminha...

E a lua voa no céu do nosso quarto...

Enquanto o día amanhece...

Mas eu não quero saber...

Porque o día amanheceu...

Mas a noite ainda não acabou...

Porque ainda não caíu o pano deste palco...

Desta brilhante noite...

Onde todas as canções tocaram em tua honra...

E eu quero voltar-te a amar como se nunca tivesse sequer,

sentido o teu perfume nem o calor do teu olhar...

Quero amar-te mais uma vez e outra...

Sempre como se nunca te tivesse segredado ao ouvido...

-Es tu...

E juro...

Eu juro...

Que por mais noites que amanheçam...

Por mais crepúsculos que assista...

Eu quererei sempre beijar o teu dourado semblante...

Como se nunca tivesse o feito neste sonho...

...

...

...

E enquanto eu voo...

...

...

...

Algo...

...

Acordo deste voo...

...

...

...

...

E olho para tí...

Sorrís para mim...

Como se soubesses o que eu sonhava...

E olhando para tí...

Sinto o teu brilho...

Estremeço...

E digo no meu pensamento...

Neste meu caminho...

...És tu...

O Parapeito



Se estás a pensar em mim...

Eu não quero saber...

Caminho nu na rua da amargura...

O frio enlouquece-me os sentidos...

A chuva lava-me a alma.

E eu não quero saber...

Quantas vezes me disses-te que me amavas...

Nem se estás a pensar em mim...

Aqui juro...

Nas trevas da noite...

Não te irei procurar...

Nem de ti quero saber...

Abençoado pela água benta...

Abençoado pelo frio...

A paixão incomensorável...

Que eu tenho por ti...

Com tanto frio...

Tenho a certeza que terá o seu fogo extinto...

Não atendo se me ligas...

Não abro a porta se tocas a campainha...

E juro...

Juro... Não te irei procurar...

O fogo esse irá ficar nas cinzas...

E não será fenix dos astros...

Não me interessa se quando saio de manha...

passas te a noite a dormir no parapeito da minha porta...

não me interessa se estás coberta de lágrimas...

existem mágoas que nem com todo o teu sofrimento conseguirás...

fazer apagar a dor renascida de há séculos...

Ela virou minha companhia...

Ela virou meu anseio...

Ela é a minha amante...

É com ela que faço amor todas as noites...

Essa dor...

Que me ofereces-te com tanto brilho e alegría...

Ela virou a minha deusa...

Ela virou a redentora de todos os meus beijos...

É dela que eu sempre escreverei...

É a ela que eu irei pintar nos meus quadros...

A essa dor...

Que me ofereces-te...

E eu sempre que saír de minha casa...

E te vir no meu parapeito a chorar...

Irei um beijo te colocar um beijo na testa...

Esse em sinal de agredecimento da linda oferta que me deste...

Essa oferta que permanecerá em mim séculos e séculos...

E quando um dia ela desaparecer...

Tu aparecerás no meu caminho...

Como se fosse uma triste canção...

A recordar-me dessa minha dor...

E eu juro...

Ela permanecerá...

Essa sim...

Renascerá como fenix...

Para todo e todo o sempre...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Mago dos Sonhos...




"E os anjos tocam teu corpo...

Rodam em tua volta...

Querem te beijar irmamente...

querem poder sonhar altivamente...

e dizerem...

mais do que carne...mais do que gente...

mais do que mil sonhos em pele de mulher...

cobres a alma dos pobres de alma..."

...

ando eu a vaguear...

por estas ruas...

procurando sonhos...

Escrevo versos...

Que nem versos são...

Dores de alma...

Que pernoitam na essencia do meu ser...

Vidas que passaram, e eu escrevo para vos fazer sonhar...

Ou simplesmente amar...

Por breves segundos... o estarem a viver.

Olho para o percurso...

Longo e desesperante...

Mas em cada som que me fluí...

Em cada palavra que vos mando...

é uma nota do breve mágico...

Que pernoita dentro de mim.

E há noite acorda...

Não para me fazer sonhar...

Mas para vos devolver...

Algo que nem eu sei...

Nem vocês sabeis...

Ele sabe...

Ele é mágico...

Ele conhece...

Ele é vidente...

Ele consegue...

Vos beijar...

Onde estais...

Ele Quer enlouquecer o vosso coração...

Despertando-vos paixões...

Sonhos...

E nas quimeras da vida...

E brumas das trevas...

Ele vos vai devolver...

As paixões perdidas...

Naquela desilusão do vosso primeiro grande amor...




Vagabundo



Aqui estou...

Perguntas-te por mim...

Perguntas-te onde estou e onde ando...

Ando a enlouquecer-te...

Cavo a minha sepultura...

Já te enviei a minha carta de adeus...

Nela foram as minhas lagrimas...

Nela foram os meus sonhos...

Nela foram todas as nossas recordações...

Agora que aqui estou...

E sei te louca...

A procura do que ja nao te pertence...

A deus foi entregue...

A deus foi sepultado...

A alma do teu guerreiro...

Ela ja jaz...

E ainda nem enterrada esta...

Cavo eu...

A minha sepultura...

Ouço-te gritar...

E já não tenho lágrimas...

deixei-tas todas em testamento...

não mais me pertencem...

agora sigo o trilho...

k o mago da morte me ofereceu...

com todo o seu carinho...

vai me acolher na sua sepultura...

acarinhar o meu corpo...

com a terra húmida...

e vai-me apagar a dor...

do coração que partis-te...

sem dó nem piedade...

e nessa carta que te ofereci...

como oferenda da minha morte...

tb te digo...

que ganhas-te o prazer...

do teu olhar...

nunca mais se cruzar com o meu...

e assim nunca mais vais ter de descruzar...

o teu olhar do meu.




Beijar-te Hoje e sempre Capitulo 5




Passados meses... e anos...

Aquele beijo enfeitiça-me...

O toque da tua pele...

O toque dos teus lábios...

Os teus macios seios...

O teu enlouquecido olhar...

Voo por estes mundo fora...

Percorri a ásia... e a atlantida...

Não te encontro...

Não te vejo...

E o teu cheiro acompanha-me a cada passo que dou...

Já tentei desligar-me de tí...

Mas sempre que acordo...

Voltei a recordar...

Voltei a sonhar com o beijo que ontem te dei...

E gostei...

O sentimento de estar a te amar...

unicamente belo...

de belo... único...

Desejo pernoitar no teu ventre...

Desejo saborear a tua alma...

Desejo mais do que amar-te...

Ter-te...

Perto...

Ver-te...

Perto...

Porque me quises-te enlouquecer...

Se não me quises-te para te amar...

Se achas-te que não era digno de tí...

E depois de tantos anos...

Desperos...

E sentado na rua...

Admiro a lua...

Aquela que presenciou...

O nosso primeiro beijo...

Naquele louco sonho...

Que ainda hoje revivo...

Sempre que adormeço...

...

...

Ouço tua voz...

Sinto teu perfume...

-Sim meu amor...

-Estou aqui...

-Não posso permanecer a teu lado meu amor...

-Porque sou a ninfa do teu amor...

-A maga dos teus desejos...

-A poetisa das tuas rimas...

-Não posso permanecer porque não sou nem real nem irreal...

-Simplesmente sou...

-E vivo...

-Nas linhas dos teus escritos...

-Sou as mil amantes que tives t em todas as vidas...

-E sou as mil desilusões que te endoideceram.

-Não sou mais nem menos...

-Que o fruto do desejo.

-Esse que te aquece o coração...

-Esse que te faz temer amar...

-Mas amas-te...

-A mim fada do pecado...

-A mim ninfa do prazer...

-Amas-te me a mim...

-Em mil mulheres...

-Com mil historias...

-De varinhas de condão...

-Se me queres encontrar...

-Encontra-me noutro amor...

-Encontra-me noutra historia...

-Encontra-me noutra mulher...

-Que te faça voar...

-Eu estarei aí...

-Sempre que a amares...

-A escrever...

"Mais um capitulo do meu diário..."




sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sete Túlipas Negras



Porque simplesmente renego...

Porque simplesmente voo...

Porque simplesmente me assombras a cada passo...

Porque caminho a contar as pétalas que me vais deixando no caminho...

E nesse caminho percorro a dizer quando me irá acontecer...

Um dia vou-me virar...

E mais do que a minha imagem reflectida no espelho...

Ireí olhar nos teus olhos,

e em cada um dos teus 7 pecados...

E por cada um deles te oferecerei uma tulípa negra...

Luto da morte de um deus que em ti vivía...

E que envenenas te com as quimeras com que te rodeas te...

E por cada ruína elevada...

Na destruição de mais um deus...

Crías-te mais um demónio...

Que agora vive nessa tulípa negra...

Que ta entrego...

Que a renego...

Para tu a adorares...

Virei mágico, ou monge...

Virei anjo... ou pedinte...

Permaneço na calada da noite...

Com sete tulipas negras na mão...

Rainha do gélido negro...

Que vestes as vestes das sombras...

Enlouqueces a minha mente...

Enlouqueces a minha sorte...

Deitas-te nesses lençõis de cetim negro...

Na tua cama de dorsel prateada...

E mordes os teus lábios...

Pensas em mim...

Precisas das minhas mãos a cubrirem os teus seios...

Precisas do meu olhar a aquecer-te a pele...

E de sentir-me a amar-te...

E do meu desmedido toque de anjo...

Mas tens medo...

Muito medo...

Tremes anjo negro...

Da minha luz...

...

...

E tu do infinito ouvirás ...

...

-EU...

-NA PRAÇA DE ROMA...

-APELO-TE RAINHA DO MAL...

-VEM CÁ BUSCAR O TEU BEIJO DE ANJO...

-VEM ENCARAR-ME...

-VEM OLHAR-ME NOS OLHOS...

-E RECOLHER AS TULIPAS QUE AS SEMEAS-TE COM TANTO DESPREZO...

-NESTE NOBRE CORAÇÃO...

-CORAÇÃO DE CAVALEIRO...

-PROMETO-TE AJOELHAR-ME PERANTE TÍ RAINHA...

-E IREI ENTREGAR-TE AS TULIPAS...

-MAS O BEIJO...

-ESSE NÃo TE PROMETO DAR...

-ESSE TERÁS DE ME ROUBAR...

-PORQUE A MINHA ALMA JÁ MORREU NO MAR...

-DAQUELE INGREME PENHASCO...

-ONDE TU UM DIA...

-ME QUISES-TE SEPULTAR.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Abraço mortalmente terno...




Os nervos à flor da pele...

Os mesmos rostos dias após dias...

Vejo eu a passar ao meu lado na calçada...

Cubro os meus passos com rosas negras...

Olhar vidrados no chão...

Olhar que voa pela mente dos pesadelos...

Esses que me atormentam...

Esses que me fazem dislumbrar...

Rezo baixinho todos os meus males...

Para que não os ouças...

Quando passar perto de ti...

E o meu coração disparar...

O meu corpo tenta aproximar-se do teu...

Mas a minha alma faz me levitar para bem longe daquele medo...

Medo de que os meus olhos se descolem do chão...

E no meio desta turbilhão...

Se colem no teu coração...

E o teu olhar vidrado fatal...

Me faça pedir...

Que as rosas que me cobrem o chão...

Sejam brancas carmim...

E os sonhos rosas...

Que perfumam os meus pesadelos...

E da dor nasce sonho...

E eu nas trevas do medo da certeza da incerteza...

De falhar o que já está falhado...

Viro-te costas...

E as trevas abraçam-me no seu terno abraço...

Aquele abraço mortal...

Das rosas de espinhos...

E deixo-te a ti... sem mim...

e a mim sem ti...

E aos meu sonhos...

O enterro digno de pertencerem ao lado negro...

Assim não perdí...

Não arrisquei...

E perdí a própria oportunidade de não perder...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Abre a janela da vida...






Que mundo confuso

Não te conheço. Nunca te ví.Não sei que existes...

Mas acordo cheio de saudades tuas.

Acordo cheio de saudades do teu cheiro...

A dificuldade de viver sem ti minha querida.

Andas num deserto.

E mais deserto é o meu Arém.

Não quero, vou voltar a dormir.

Não te quero voltar a perder...

Mas sei... que não te tenho.

Nunca te tive.

Mas sinto uma enorme saudade dos teus olhos.

Dos teus pequenos gestos que me faríam amar-te,

Deita o teu coração no meu colo minha querida...

Abre a janela da vida...

Não consigo controlar.

Esta inegualável saudade de te ter perdido.

Não te conheço. Nem existes.

Mas a saudade ultrapassa-me.

A imensidão do teu perfume é superior.

Só quería poder dizer...

Conheço esse perfume...

Que tens nos teus leves cabelos...

E.. quando menos esperares...

Eu estou a conhecer-te...

Olhas a um espelho...

E eu estarei por tras de ti...

A sorrir... por sentir o teu perfume...

-Minha querida...Não chores mais, estou aqui...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Negra perdição
















Abro os braços...
não posso conter...
peço-te sem me olhares nos olhos...
agarra a minha mão...
foge comigo...
corre até ao infinito...
onde as rosas negras são o encanto dos imortais...
e as sementes germinam na palma da tua mão...
vira-te agora para mim...
vira a tua boca na minha direcção...
quero-te perdidamente corromper os lábios...
morder-te com o fervor da paixão que arrecado nos olhos...
Jogar-te nos lençóis alvi-negros,
onde a tua pele branca vira talco...
e onde as rosas negras se desfolheiam para serem o teu manto...
...
Os corpos tocam-se...
As almas brincam...
Sinto teus seios a seduzirem-me o corpo...
Sinto teus lábios a fascinarem-me os sentidos...
...
Foge...
Arrebenta as correntes...
Os céus clamam fervor...
Quero ser mais...
E já o sou...
apaixonar os inpaixonáveis seres das trevas...
Quero fazer tremer corações...
Fazer brilhar olhos enterrados em túmulos...
Os corações parados... disparam...
E se pensas...
Que já nada tens mais para viver...
Que o amor já foi...
Olha nos meus olhos...
Verás rosas negras...
Que faíscarão nos olhares por onde passares...
Eu irei nascer e morrer no teu pensamento e no evocar...
Evoca-me... e eu ...
Mago das asas negras...
Irei fazer-te voar...
Irei fazer-te tremer...
...
Teme-me...
Não olhes no meu olhar...
agarra a minha mão...
peço-te sem me olhares nos olhos...
porque se não...
vou-te enfeitiçar...
E o teu mundo será coberto de rosas negras...
Até ao dia do teu último fado eu gritar...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Crepúsculo da Morte

Na vida sente o suspirar do vento,
Sente o sonho que te foge...
E corre...
Simplesmente corre...
Não deixando que a vida te corrompa...
Corrompe-a com os teus sonhos...
E vive...
Sonha...
Ama...
Quando julgares que já não mais respiras...
Vai até ao espelho mais perto de ti...
Respira e verás...
Estás viva...
Por isso...
Voa...
Empresto-te as minhas asas...
Perdoo-te o passado, o presente e um futuro...
Um futuro no passado...
E um passado num futuro...
Revejo a tristeza nos teus olhos...
Lágrimas a caírem na areia molhada...
Olha o magnifico luar...
Ele devolve-te na ironía do destino...
A droga para o teu coração fazer bater...
Despes as tuas roupas...
E entras nua na água gelada...
Um casamento perfeito entre o Mar e a tua pele...
A lua é a testemunha...
...
Estrelas caiem...
O choro do universo ouve-se no romper de trovões...
no limpo céu... que parece clamar...
por ti...
não te justifiques...
não te destruas...
não te consumas...
droga-te de vida...
Enclausura-te na corrida da esperança...
consome-te com o néctar que levo nos meus olhos...
toma estas asas...
ofereço-tas para os teus voos...
mas o mar...
ele não te quer...
renega o toque da tua pele...
nega ser tão trágico sepúlcro...
Arranco numa corrida fatal...
Destino mortal...
Num suícidio fulcral...
Num nascimento brutal...
Amas a morte...
Amas a vida...
E amas todos os passos do teu anjo...
Segues o rasto além ondas...
Enterrado num crepúsculo...
Nascido para altivamente se perder...
Com a sede de reviver...
Com a sede de ser...
pego-te na mão...
retiro-te da água...
cubro teu corpo...
e num voo perdido no além...
segues...
e renasces...
e prometes...
este mar não volto a banhar...
o sonho é a minha droga...
a vida o meu caminho...
a luz o meu destino...
e quando mais se destrairem...
mais eu também estarei há vossa volta...
naquele terno abraço...
a ajudar-vos também...
a voar...
E voas para o teu destino onde nunca mais te verei...
mas saberte-ei... viva sonhadora...
...
Eu anjo caído...
caído do céu...
ou do inferno...
não me interessa...
renego-me a mim mesmo...
renego aos céus e às asas...
quando por aí tantas almas perdidas...
navegam à procura de um mar frio...
e eu tenho de chegar...
em todos os voos...
a vocês...
que já vislumbram da vida...
as vossas sombras da morte...
...
Pego na minha espada...
que transporto na escuridão dos vossos rastos...
para vos reconquistar às trevas...
Testemunhos dos céus...
Testemunhos das sombras...
E em cada toque de magía...
Completo-me em mais uma alma que voltou a sonhar.
...
Alma do jazigo...
Levanta-te do tumulo...
Descobre esse véu...
Que esse sonho não é teu...
Nem esse pesadelo meu...
Ora comigo a canção da liberdade...
Para além da vida e da fim dos tempos...
A minha alma irá voar e tocar-te
Irá abraçar-te naquele terno calor...
que te fará sorrir nas lágrimas...
que te fará saber que a noite é o amanhecer...
e que o amanhecer é o renascer...
E quando julgares...que o fim chegou...
Aí saberás...
que só o início...
começou...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lágrima de um adeus

O som suave do teu respirar a partir o silencio desta noite...
O abismal terror de não te voltar a ter aqui...
Penso quando estou a voar...
Penso quando me ergo sobro o mar...
Penhasco enormemente curto para colmatar tantas lágrimas...
Inglório adeus...
E no voo perduram-me as lágrimas do longinquo adeus...
Passo os dias perdido nos teus olhos...
E no teu olhar que parece eternizar o momento do Adeus...
Para sempre irei sentir-te...
Para sempre estarás aqui ao pé de mim...
Estás longe dos meus lábios mas não dos meus pensamentos...
Estás longe do meu olhar mas não dos meus sonhos...
Adeus meu amor...
Adeus meu sonhar...
Por muito que estes anos passem...
Covas desfeitas e refeitas em séculos de vidas...
Não me roubarão o teu perfume do meu sentir...
Nem o põr do Sol deixará...
De ter sido erguido...
Para deixar de te glorificar...
Podes ter arranjado uma fuga ao meu olhar...
Podes até voar para bem longe das minhas mãos...
Que o teu corpo continuará a ser acariciado por mim durante as noites...
Podes até sentir a minha falta que eu estarei bem do teu lado...
E quando uma lágrima brotar dos teus olhos...
Eu chorarei contigo...
E quando a vida voltar a sorrir-te...
Eu irei sorrir contigo...
Fugis-te mas não te consegues esconder de todos os pensamentos...
E quando pensares que a vida acabou...
Pensarás em todo o viver que te fugiu...
Porque tu simplesmente fugis-te do destino...
Viras-te costas aos sonhos dos sonhos...
E agora estas nesses rochedos...
Olhas para o mesmo por do sol que me toca na pele...
E esperas que ele te leve a mensagem que atiras nessa garrafa...
Mas a garrafa afundasse no Oceano...
O mundo vira-te costas...
Mas não chores...
Estás sozinha mas não sem ninguém...
Na brisa levo-te o meu perfume...
E na chuva as minhas lágrimas...
E o calor que sentes do sol...
é o calor das minhas mãos...
E do meu terno e quente abraço...
que te cobre o corpo...
No dia que a terra nos cubrir os corpos...
O teu olhar...
quando se fechar...
levará a minha imagem debruçada sobre o teu corpo...
a dar-te aquele último beijo...
que ficou por te dar...
quando naquele dia...
O teu corpo deixou de tocar no meu...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Beijar-te Hoje e Sempre Capitulo 4

O teu diário esfolheio numa noite de trevoada...
Trazes-me pedaços da tua vida.
Mistérios desvendas a envolver-te ainda mais em mistérios.
Falas da dor quando foi paixão que ví nos teus olhos.
Falas-me de arrepios nos olhos de um desconhecido,
quando foi fuga que eu ví...
E no embrenhar de tanto sentimento...
Continuo sem saber o teu nome...
Sei que te beijei...
Voltava a beijar.
Voltava a saborear os teus lábios
De Carmim...
Voltava a me envolver entre as tuas cochas...
E sentir que o perigo faz-nos viver...
Que o perigo nos faz sonhar...
E que num luar...
Um incomensorável olhar...
Nada mais é que uma estrela apagada...
Ao pé do teu olhar...
Quero voltar-te a ter...
Voltar-te a beijar...
A sentir aquele olhar quente e sedutor
Aquele olhar meigo e arrebatador
Já é de manhã...
Lí-te e reli-te...
Cada vez... mais gosto de ti...
Não sei o teu nome...
Sei o teu sabor...
Sei o teu cheiro...
Sei o teu aroma agridoce de flores secas...
Por onde andarás...
Perdida num amor e desamor qualquer...
Num café qualquer da cidade...
E eu aqui... Quería encher a tua boca num longo e demorado beijo...
Despir-te lentamente...
Deixar teus seios abençoados pela luz de uma vela...
Morder teu corpo...
Esculpir tuas pernas...
Em toques suaves...
Cubrir teu corpo com as mais finas rendas...
Amar-te toda a noite...
Sentir-me voar no teu corpo...
Sentir te beijar-me...
Jogares-me contra os lençois brancos...
Olhas para mim...
E sedutormente
Descobres teu corpo....
Entreabes a camisa... Vislumbro teus seios...
Despes numa pequena dança a saia...
Teus sapatos anos 70 parecem o meu altar...
Puxo-te para mim...
Completamente louco...
E amo-te
Amo-te toda a noite...
Porque o dia... enquanto te amo...
sei que não vai chegar...
E quanto mais tempo te amar...
seí que estarei a passar cada segundo da minha vida...
A amar-te...
Mas são sonhos... puramente sonhos...
Abro a porta...
-Tu aqui? - falo com um sorriso nos olhos...
-Queres-me? ... Apanha-me...
E sai a correr para um Táxi que arranca a toda a velocidade...
Ai vou eu mais uma vez...
Atrás de ti...
Atrás de todo o teu brilhar...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Matei a lua...

Os meses voaram...
Sonhos refeitos, desfeitos e puramente perdidos...
Desenhei-os todos no teu corpo, era ele o meu poema ...
Admirava-o, quadro vivo, quadro brilhante,
Os sonhos estavam nas tuas mãos...
Os sonhos estavam nos teus dedos...
Voei num voo de asas arqueadamente...
Vi andares perdidos na minha visão...
quiz abrir asas apesar de ser tão pequeno...
não conseguia pois tudo o que te tinha te estava entregue...
Rasgas-te todas as minhas cartas...
Rasgas-te todos os meus quereres...
O caminho tornou-se fácil quando vi que não tinha sequer já asas
logo seria facil nao voar...
Facil nao existir...
Facil nao ansiar...
Caminhei...
As palavras cruzavam-se.
As mãos tocavam-se...
Desenhava eu os teus traços num lago...
Lembrava-me de todos os teus pormenores...
E esquecia tudo o que de errado sumia no meu corpo...
Tudo o que de negro tinha apodrecido naqueles lindos luares.
A paixão morre e o mago continua vivo.
E outros gestos se levantam...
E por incrivel que pareça...
O fim, pode não ser o fim...
E depois de um último capitulo...
Vem um novo volume...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Beijar-te Hoje e Sempre Capitulo 3

Estou desesperado...
Fugis-te com aquele sorriso nos lábios...
deixaste-me encantado...com todo o teu perfumado ser.
Estou aqui tão só.
Estou aqui tão horrivelmente atrocidado...
Onde andas tu
Só neste luar que não me abençoa,
só me angústia apaixonadamente os meus dias...
Os dias são noites e as noites dias.
Já não controlo a luz do dia nem a verocidade dos seres.
Vejo-os aparecerem na rua,
vejo-me perdido por entre as nevoas das trévoas...
só porque desapareces-te...
porque me deste tu aquele beijo naquela noite.
porque me quises t enfeitiçar
se já eu estava enfeitiçado.
Diz-me meu anjo negro...
Quero renascer... tocar-te...
Voltar a olhar no teu olhar...
Hoje vou dormir mais cedo...
Tento alcançar-te
noutro perdido beijo...
Tudo porque eu beijei-te naquela noite... e gostei...
Vendo o meu espirito com uma fita de puro cetim...
Cubro o meu corpo com o céu que me alumia e com os sonhos que
levastes...
Agora que durmo, sonho...
Sonho-te...
Desejo-te...
E...
Perco-me...
Acordo no sonho...
Olho lá para fora vejo charretes...
Onde estou como vim aqui parar?!
Vejo-te lá fora...
não acredito...
Deslumbras só por existires...
Corro para ter contigo...
Olhas-me nos olhos...
Brilham...
Dizes...
1613...
E acordo...
Não acredito...
Choro...
Grito...
Desespero...
Vivo num mundo...
Onde tu existes...
Não existes...
Confundes-me...
E enlouqueces-me na loucura da tua ausente constante presença...
Vou para a entrada...
Abro a porta...
Como se pensasse
É hoje o dia do fim da historia...
O fim do meu mundo...
Não aguento mais viver sem ti...
Mas...
Ajoelho-me...
Religiosamente pego no que vejo...
Religiosamente endoideço com o que sinto...
Um diário...
O teu diário...
O diário...
de todo o meu ser...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Eu ontem beijei-te e gostei - Parte 2

Olhas-te-me como se tudo estivesse tão errado...
Afastas-te-te e nem o teu nome me disses-te.
Fiquei semplesmente a ver-te afastar...
E o beijo mais do que sonho...
Estava quente agora nos meus lábios...
Para onde te dirigias deusa...
Mexes-te querendo me enlouquecer...
E de relance olhas para trás...
Sorrís cheia de malicidade...
Como podes ser tão errada...
E tão poderosa...
De saltos altos atravessas a passagem de comboio...
Eu cá fico...
No sonho acordado...
Na vida a sonhar...
Não estou habituado a ser simplesmente disparado...
por um raio apaixonado ao meu coração...
é tão errado... é tão certo...
mas eu beijei-te ontem a noite...
e gostei...
e sem que isso importasse...
não sei o teu nome...
e hoje voltas t a encostar os teus lábios nos meus...
enlouqueces-me com o teu andar...
eu fico simplesmente a olhar as tuas curvas...
e tu afastas t...
Caio de joelhos...
Grito...
Roo-me...
Se pensas que me foges...
Estas muito enganada...
Agora que me enlouqueces-te...
Vou-te enlouquecer a ti...
Corro...corro até os pés deixarem de tocar os pés...
Corto a esquina...
não te vejo...
onde andas tu maldosa diva...
que me fazes explodir... sonhar...
e simplesmente confundir-me na sombra de todo o meu ser...
Olho para trás...
Ai estas a rir-te...
enquanto voltas a apanhar o comboio...
pensas que me foges... depois de me enlouquecer?!
Corro e as pernas falham-me...
Salto a frente do comboio e em pleno voo vejo o teu ar apavorada...
Rebolo, e corro para a porta...
Isto está tão errado... está tão certo...
como podes enlouquecer-me desta maneira...
se nem o teu nome sei...
Mas ontem eu beijei-te... e eu gostei...
agarro-me a porta...
e abro-a à força...
Estas alí...
Agarro-te nas ancas...
Os nossos olhos colam...
E num infinito perder de sentidos...
Ficamos a sentir a respiração ofegante um do outro...
Parece que nunca ví brilhar tanto algo como os teus preciosos olhos...
É tão errado... nem o teu nome sei...
Mas já te desejo tanto...
Endoideceste-me...
Enlouqueceste-me...
Tudo porque num sonho me beijas-te...
E eu gostei...
As nossas bocas colam-se...
Os nossos corpos dançam...
As minhas mãos não resistem e valsam nas tuas perigosas curvas...
Os corpos não negam a paixão...
Beijos apaixonados...
Bocas perdidas nos corpos...
Almas loucas...
Sede de amor...
Sede de loucura...
É tão errado...
Nem o teu nome eu sei...
Mas ontem eu beijei-te...
E gostei...
Enlouquece-me agora pedes...
Já me enlouqueces-te tu feiticeira da lua...
Com um toque de um beijo mágico quando a lua seduz o sol,
vies-te a minha casa...
E me transformas-te...
Como és capaz...
Tens poderes de maga,
Corpo de diva,
E sedução de morte...
Sim Beijaste-me...
E eu gostei...
E agora que não sei o teu nome...
Cheiro o teu perfume...
Aquele que me guia e confunde...
Olho os teus olhos...
Todos eles poder...
Todos eles Vitória...
Pensas que dominas todos os homens...
Não sei se o é...
A mim me dominas maldita feiticeira da lua...
Mordo o teu pescoço como a querer-te passar o feitiço...
E tu gostas...
E ris-te...
E dizes...
...
Se pensas...que só tu gostas-te...
do beijo de ontem à noite...
O meu carro está sem nenhuma avaría...
Lol...
...

Eu ontem beijei-te... e gostei...

Despertadamente de um sonho louco as três da manhã.
...
Encontrei-te numa espera onde a chuva se conjugava com o vento.
Onde o vento abençoava as tuas curvas de uma noite ébria de frio em busca do calor dos corpos.
...
Levantei-me da cama a correr...
A lua ía cheia alta,
Os teus lábios ainda quentes nos meus faziam-me vestir a roupa a correr,
desci quatro da manhã e o relógio contradizía-me,
todas as donzelas de beijos quentes adormecem nos seus lençóis neste momento...
Não quería saber...
só pensava... beijei-te e gosteí,
onde andas tu sombra do meu sonho,
névoa do meu desejo.
Não sei o teu nome, nem os teus gestos,
tenho na presença só o teu perfume e o toque dos teus lábios.
Beijei-te num sonho, e dum sonho não passas-te.
Mas mesmo assim...
Aqui estou a correr ao teu alcanço...
Quero ver-te, quero ter-te, quero sonhar e amar-te...
A chuva corre, estou encharcado...
Mas mais encharcada está a minha alma,
de vir um sonho e dizer os teus planos não são esses...
...
E agora tenho que chegar...
O carro não quer pegar...
E eu só penso... nem o seu nome sei...
nem o seu olhar sei se me confunde...
mas beijei-a... e gostei...
Já vou a cento e vinte...
O carro quase foge, mas mais persinto a fugir...
A vida daquele beijo que viví...
...
Chego ao lugar...
E vejo um carro parado...
ninguém lá dentro...
Olho para o relógio...
Cinco da manhã...
Lembrei-me agora...
no beijo eram quatro da manhã...
Que confusão...
será que este carro é daquela rapariga...
Será que só cheguei atrasado...
Perdí o beijo,...
Ou só perdí uma noite de sono...
Nunca ireí saber...
derijo-me para o carro...
Não acredito...
Não pega...
Esqueci-me do telemóvel...
Tudo por um beijo que ainda me estremece...
Tudo por um caminho que percorri...
E não te vi...
Vou para a estação...
Deito-me num banco...
Adormeço...
E penso...
Beijei-te...
E gostei...
Onde andas minha assombração...
Minha perdição...
Estou tão confuso...
...
acabo de acordar...
Não acredito...
são 18h da tarde...
como me deixaram dormir tanto tempo...
...
ok...
domingo...
vazio...
...
Levanto-me...
Acaba de chegar um comboio...
Vou apanhá-lo...
o assombro vem alí...
acabou de descer...
vejo-o ao longe...
não acredito...
é a minha visão que está deturpada de uma noite inflamada de sentimentos...

quem és...
quem és tu que acabas de descer do comboio...

- Vim buscar o meu carro... e... eu ontem beijei-te...

... e gostei...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Deixei de amar, para amar...

Saber voar,
Saber ser,
Saber estar,
A olhar,
Admirar,
Perder-me no teu olhar,
E em cada vão de escadas,
num beijo desgarrado,
em bocas sumidas pela onda do desejo,
numa frase solta...
de profundos sentimentos,
amores prometidos...
em cantos escondidos
num extremo coração.
coisas que não se ignoram.
coisas que endoidecem,
o pálido mármore
daquele frio vão de escadas...
...
consegues-me ver agora...
agora que te fixo,
agora que vislumbro teu cabelo,
teus gestos,
agora que te vejo suavemente a andar...
que todo o teu corpo parece ao som de um maestro,
e os sonhos se perdem,
e os sonhos se encontram,
e os sonhos me estremecem,
quando o amor me é prometido,
quando o amor te é prometido,
pela boca, que diz...
deixei de amar...
para te amar...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Castiçal Erguido ao Luar...

Sou quem quero e quero ser quem sou, vejo águias esguias tombarem a meus pés enquanto por este mundo
fora ergo o castiçal em tua honra numa esquina de uma taberna qualquer.
Venerei o amor e cada momento a teu lado, e em cada momento de despedida guardei tuas lágrimas
na minha pele... eram o mais especial dos perfumes que sentí-a dentro de mim.
Olho para a caneca que se esvazia durante a noite, ela relembra-me que em cada momento te fui perdendo,
e em cada perda me perdí a mim mesmo dentro de mim.
Agora ouço a voz do fadista que canta a minha triste sorte, enquanto eu cá estou a dizer vivas a ti.
Ao lusitano pelo qual te apaixonas-te, mesmo ele não sendo tão guerreiro como eu, nem deveras sonhador como
esta pobre alma que agora só sabe vaguear pelas noites.
Mas se pensas que as minhas perdas são terríveis, espera... pois espera... porque saberás que no meio de tantos versos
desconcertados, eles cantam por um amor que perdes-te além mar, e que para o qual jamais poderás voltar,
mesmo na ironía de me voltares a amar.
E agora sou eu que canto num Fado da vida, e digo que já estou a amar, porque o sonho não morre, nem a alma
se sepulta, e o guerreiro nao se cansa, enquanto uma espada tiver na mão e moinhos houver por este mundo fora
para guerrear na procura do brilho daquele luar.
Vejo-me no cimo daquele penhasco, a olhar teu novo semblante, cabelo alvo negro e olhos eternizados no esvoaçar
das árvores, no esvoaçar dos escritos que largo ao vento... na ânsia...
de tu um dia...
as leres...
e te lembrares...
que também um dia...
tu foste o meu luar...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Senhora de Veludo Negro

O mundo roda à nossa volta,
almas desgarradas a correrem por objectivos perdidos no espaço e no tempo.
Eu estou aqui no meu canto...
olho..
e sem nome caminho por entre as rosas de espinhos...
Eu estou em ti toda a vida...
E tu não me vês, não sentes, não pressentes...
Que sempre que sonhares...
Vou estar contigo no teu olhar misterioso perdido no horizonte...
Sou mais do que a morte que só te visitará uma vez,
E menos do que estes mágicos encantos...
Que permanecem fechados no meu coração...
E só à noite... quando o sol se deita e a lua é a senhora da festa,
eles resolvem aparecer...
Dançar a sua valsa...
Fazer-me arrepiar...
Tocar o teu coração...
E aquela senhora...
Que de negro se veste...
E já prontamente me beijou sem me levar...
Essa senhora...
Vai-nos esperar...
A vida corre,
o mundo roda à nossa volta...
Temos de o apanhar...
Rodar com ele...
e fazê-lo girar...
No encanto dos nossos sonhos...
Beijos soltos... em olhares desmedidos...
E no final estaremos frente a frente com essa senhora...
levando no nosso regaço...
só os sonhos que conseguimos agarrar...
sonha...
ama...
vive...
porque nesse deitar...
em que a senhora nos vai querer separar...
Veludo negro...
nos cobre...
mas os nossos lábios...
permanecerão colados...
e nem o túmulo vai conseguir encerrar...
o sonho de uma vida...
O mundo roda à nossa volta,
ele não dá tréguas,
e a conquista tem de ser guerreira, célere e mordazmente eficaz.
E quando me vires a passar.
E me víres com aquele olhar que ficou no mar...
tu saberás...
sim... é ele... sonha... vive... e não teme o sonho...
medo de morrer... não...
medo de não viver... de perder os sonhos que levo em mãos.
aqueles que perdurão já nas rochas onde os escrevi.
escreví-os com lágrimas de dor, mas de viva esperança.
Que podem passar mil anos.
E em mil anos estarei aqui, contigo.
A sonhar,
A amar.
...
...
...
Acordo...
olho em redor.
foi mais um sonho.
Ou será que agora é que estou a sonhar.
Afinal como se define o sonho.
O sonho que estou a viver.
Ou o sonho que estou a sonhar.
Seja qual for o sonho.
Só digo...
...
...
...
Não deixo de sonhar...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Desafio-te...vida...

Ouço a música nesta aragem...
Traz-me ela o teu perfume, o teu amar...
Não existem palavras que descrevam o que este arrepio me transtorna.
Os teus passos ouço ao longe...
Levantás-te-te noutro lugar,
E eu longe...
fico a ouvir-te...
a admirar-te...
a esperar-te...
e sentir teus passos, no meu coração...
A música, toca e retoca... e parece ela não ter fim...
Aragem fria mas tão reconfortante do meu intimo sentimento.
As lágrimas resvalam na face...
tristeza e alegria...
sonho ou vida...
será que posso ou não...
será que espero ou não...
vivo ou desejo...
desejo ou sinto...

...

E de manhã...
com o suave cheiro de torradas no ar...
noites de luxurias em breves recantos da vida...
olho para o nascer do sol...
sopro o café acabado de fazer...
e digo...
é o amor...
incalculavel amor...
aquele que ainda nos faz sentir vivos...
Sorrio e digo...
desafio-te...
...
...
Vida.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sombra de Luz

Existem coisas que não se podem ignorar, coisas em que acreditamos e simplesmente ama-mos...
Coisas que nos fazem parecer o amanhã ser tão pouco sóbrio, e o coração se quebrar a cada toque da lua na nossa sombra...
Procuro algo nestes caminhos que percorro, olho para trás como se fosse seguido...
Mas caminho...
Os passos largos transparecem ansiedade,
e o anjo que eu sigo divaga pelas ruas...
Transparece pureza e cálido ser ...
Ela, frágil moça da sociedade...
Não tem nome nem endereço...
para além do que eu lhe ofereço no meu coração...


Vamos ...

Tu sabes ...

Amar-nos ...

Sonhar-nos ...

E quem sabe ...

Passar todo um caminho ...

Perdurando mais do que além das tão temidas pedras da calçada...

Elas ...

Que se tatuam com os nossos passos ...

Corro ...

Apanho-te ...

Os olhares que já não se desviam ...

A sombra que já não é sombra ...

Procurava algo ...

Encontrei algo ...

Olha-me nos olhos ...

Podes-me igonorar ?

...

...

...

E este beijo... podes ?!...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Arrepios de sentimentos

Profundos arrepios de sentimento que perduram para sempre numa alma dolorida que sonha mais do que pode.

Uma vida atribulada sempre dedicada a quem de dedicação desconhece o sentido e o gosto de o ser.

Agora sentado numa esplanada contemplando um dos magos da minha vida, o mar, sorrio...

não de felicidade...

Essa virá de uma forma avassaladora mas a seu tempo.

Mas sorrio porque os caminhos que eram para trilhar já o foram.

E agora é só deixar-me ir neste comboio e ir admirando a paisagem até chegar ao meu porto final...

A dor não descansa,

mas a alma não alcança

o ardor da esperança

de ter voltado a amar...

Jogos de Espelhos

Jogos de espelhos, jogos de almas, e o gosto de se interlaçar naquela dor da ausencia.
Jogos de sentimentos dentro de mim e de ti. A existencia da inexistencia desmedida do sonho perdido.
Jogos jogados ao som de um jarro que se desprende em pedaços numa vã parede.
Somos mais que almas, mas menos que este mundo à volta que se ergue.
Nas casas ao lado gemidos de luxuria momentanea ou simplesmente gritos de brigas violentas causadas
pelo mais cruel jogo de espelhos criado dentro de nós...
Olha e sonha... palavras tão vãs... mas tão infinitamente embriagadas de sentimento.
Estende-me a mão. Estende-me o coração. Estende-me o mago sonho de ser mais que ser.
Estende-me magía, estende-me sonho...
Estende-me...
Vida.


...



...


E quando mais eu me sentir mais... menos serei e mais quererei.
E quando menos eu for, mais te procurarei e menos me sentireí...
Nos teus braços o sonho.
Nos teus cabelos o desejo.
No teu ventre o sofrimento harmonioso do prazer.



...



...




E quando mais eu me sentir mais... menos serei e mais quererei.
E quando menos eu for, mais te procurarei e menos me sentireí...
Olha-me nos olhos...
Olha-me para além desta cor de olhos castanho fundo.
Olha e sente o que mora lá dentro...
Vibra comigo nesta dança.
Estende-me a mão.
Entrelaça os teus dedos nos meus.
Entrelaça as tuas pernas nas minhas.
E fica...
Dorme...
Sonha...


...



...




Ao meu lado...

In Precious...

Quando penso que o céu e a terra se uniram para me conseguir destronar, algo de mais profundo se debate dentro de mim, uma fome de vitória, uma alma que se ergue das cinzas.
Sim em 6 meses fui Fenix da Sombra.
Renasci e mais forte me tornei.
Sou, e serei...
Contra as injustas palavras ao vento lançadas, e as pessoas que me humilharam por gosto da desforra.
Agora me ergui, E mostrei que podem se unir,
A fome de Vencer é maior.
Podem todos os que tanto ajudei nesse passado tão longinquo virem com difamações injuriosas e ridiculas.
Tentarem manchar me a mim. A minha alma e todo o meu ser.
Mas as mil almas que ajudei.
Essas são a prova da verdade...
E quando esse caminho voltar a se cruzar comigo...
E essas pessoas desgarradas de fogos interiores vierem me tentar queimar com esses ódios...
Eu direi...
Não sei por onde vou...
Mas sei...
Que não vou por aí...

Cinderela da noite...

Vejo-te passar na rua... cinderela da noite, musa do dia.
Enalteces as mais belas palavras com o toque do perfume do teu ser.
Viest do além só para me endiabrar os sonhos de uma noite orquestrada ao
som de um violino... um mago no piano... um mágico a maestro...
Danças na rua... só para eu te ver. E num breve trocar de olhar levas-me para dentro do teu mundo.
Abraço todo o teu encanto.
O teu sorriso de cristal, o teu charme de fantasia.
Sabes-me fazer... voar...
Sabes-me fazer sentir...
E num só gesto... sei que te amo...
Numa só palavra... sei que te desejo...
Num só movimento teu... sei que és dívina musa dos pequenos gestos deste teu ser...

O desvendar...

Dos ceus sinto o meu coração ser desvendado...
Asas de anjo abrem-se aos teus pés...
Desvendo os meus caminhos...Um medo aterroriza-me...
Quero sentir a vibração das palavras dentro de mim...
O toque... sim aquele toque de uma noite escura,,,
Os teus gestos... fazes sonhar...fazes da escuridão o brilho
E do mar o sonho...
E eu dos teus braços...
Faço o percurso...
do meu caminho...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A última batida...

Olho para o nascer do Sol... Eu perco-me nas suas cores...Estou infinitamente perdido na profundidade de pensamentos ocos e sem sentido.Procuro a explicação no propria função do ser.Ele não me explica. Nada explica... hoje poder ser o último dia em que acordo e em que o sol me aquece o corpo.Nada me justifica amanhã o amanhecer ser sombrio e fechado.Desfaço a cama. Arranco estes lençois. Sinto o frio da madeira. O arrepio na espinha.As provas que estou vivo. Hoje... Agora... Sim... Ainda vivo...Ainda sonhador... Ainda ébrio de sentimento...Vou me levantar... E vou procurar-te...Vou alterar que o fim seja amanhã.Vou mudar que algo me consiga fazer esquecer.Batas deram a pena Capital...E eu andei toda uma noite pelas ruas cruzadas que me separavam de ti...Numa delas qualquer... me perdi... e não te encontrei...Sentado na beira do passeio...Sentado no encalço do sonho...Estou a susurrar... Que o percurso foi acabar...Sem ainda ter começado.Novo ou velho, sonhador ou de misterio...Alma penada de carne e osso, com tanto para viver...E segundos para se encontrar...Na última batida no meu peito será quando foi dada a ordem...Vou ... encontrar-te...E olhando-te nos olhos...Vou-me eternizar...Não...não irei morrer...se nesse olhar eu ficar...E na última batida sorrirei...porque no teu olhar...perdurará todo o meu amar...
(Se alguém tiver de dar um passo na sua evolução... não deixem de sonhar... voem...)

domingo, 14 de setembro de 2008

A passar o meu tempo a amar-te...

Nestes lençóis que ainda ontem aquecias...
Hoje frios de ausência...
Sentir te mais do que sobriamente colada a mim.
Sentir o teu perfume, o teu calor, o teu sorriso a desvendar-me um beijo.
Afagas-me o cabelo e pedes-me para me colar a ti.
Beijar-te o corpo e iluminar-te a alma com os mais potenciais
sentimentos de amor.
Simplesmente te toco, sinto, e magicamente saímos do nosso ninho para
onde a magia acontece.
Percorres os meus sentimentos suavemente com a palma do teu coração.
Emociono-me com os teus olhos.
Choro com o teu sorriso.
E vibro com o teu olhar...
Queria-te aqui...hoje...agora...neste momento...
Para continuar...
A passar o meu tempo a amar-te...

Para onde foste tu meu amor...

Numa noite de muitas acordo como se estivesses aqui ao meu lado,
como se nunca te tivesse visto antes...
como se fosse a primeira vez que te beijasse e a primeira vez k te voltasse a ver sorrir...
Numa noite de muitas irei te dizer que o amor perdurará para além do que consegues almejar de eternidade...
Que o brilho que vês num luar nada mais é do que o brilho daquela estrela que está lá no céu...
Aquela estrela que foje do meu lado para se colocar a brilhar para o mundo...
Onde estas tu...
Desenhas no céu enquanto eu me lembro do teu beijo...
Clamo por piedade aos aos deuses do Olimpo....
Negam-me... Fazem me devorar a minha própria alma...
A ti anjo que pernoitas agora ao meu lado...
Eu te entrego. Os dados do destino...
Traça o meu caminho...
E eu irei segui-lo até ao fim dos tempos...
Volta para mim... meu amor...
Volta dessa pele coberta de pó talco e dessa temperatura oca...
Queres mil lágrimas quentes a aquecerem t o rosto?...
Queres que vele por ti na tua campa, que ela seja o meu trabalho,
a minha casa, e a minha cama?....
Eu lá ficarei... até voltares para mim...
E em cada segundo eu direi... que mais te adoro,
que mais t quero, mais te desejo...
E por la ficarei...
Até que te veja a minha frente...
Ou então que derrotado pelo cansaço irei
ser poupado a mais dias sem ti...
E se os meus olhos se abriram... ja contigo ao meu lado...
Estejas onde estiveres, existas como existires...
Eu estarei do teu lado...
Só...
Para te dizer...
Sim...
Amo-te

(Para quem perdeu um grande amor...para a morte)

sábado, 6 de setembro de 2008

Desafazer-me na multidão...

O encanto k perfaz na multidão que me desfaz.Sou mais do que vês. Sou mais do que sentes. Sou o qu sonhas e o que não sonhas.Imagina-me e veras mais do que uma sombra que esta na tua vida.Sou o que desejas. Sou o que te enche e preenche. Beija-me e serás mais do que um alguém nesta multidão.Serás Aquela Mulher da multidão...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

E a perdurar seus traços em cada meu respirar...

Ando nas ruas cruzadas...
E os caminhos cruzam-se como por magia...
Olho no teu olhar...
Olho no teu rosto...
Olho nos teus lábios...
Aproximo-me lentamente de ti... desconhecidamente conhecida...
Como olhando para um abismo de sentimentos pego nas tuas mãos...
Lá fora milhares de pessoas correm à nossa volta...
E não reparam que o tempo para nós acabou de congelar...
Que olhos vidrados num só pensamento estao apoteóticamente à sua frente...
Que algo de importante está prestes a acontecer...
E ninguém se apercebe deste momento...
A não ser nós... Ilustres desconhecidos da multidão...
E quando eu me aproximar da tua face... O teu coração vai disparar e o meu parar...
como se o medo e a coragem se aliassem para o tango mais apaixonado de sempre...
Os lábios, tocam-se ... os corpos estremecem... Os arrepios desmedidos...
E lá fora a correria de sempre no valsar dos lábios...
O olhar brilha, o sol irradia... E o amor desperta...
Em dois breves desconhecidos...
Que por momentos cruzaram seu olhar...
Para na música que pressinto existir eles se envolverem como o cetim se envolve a cama de dorsel...
O olhar doce... O despir dos corpos, a pureza dos sentidos...
E fico eu a olhar... seu despido corpo...
E a perdurar seus traços em cada meu respirar...

Porque não tarda...Voltei a amar

Sinto o teu rosto no meu peito... Olho ao espelho e revejo o teu olhar prostrado nele...
Temporalmente desapareces nas brumas da vida...
Neste móvel ainda sinto a humidade das lágrimas antes de bateres com a porta...
Enquanto viver... Irei pensar em ti... E ver... Que mais que lágrimas a dor que deixas t no meu
coração foi tatuagem brutalmente eterna.
Enquanto eu me levantar e pensar... não estas ali para eu abraçar. nao posso acordar a meio da noite
e simplesmente ter t por perto... só para no cadeirão me sentar... e ver os teus gestos enquanto dormes...
Só para sorrir com um teu sorriso perdido num sonhar que te elevou por momentos...
Esse calor que eu preciso sentir enquanto adormeço... esse sorriso que me fazia brilhar ao acordar...
Tumularmente depositada no meu coração... trevas bruscas deliciam os mais terriveis dos meus sentidos...
E enquanto eu viver... vou procurar... E enquanto eu sentir vou querer SENTIR...
E enquanto eu não amar... eu vou procurar...
porque não tarda... Eu cruzo me contigo na rua... E num breve sorrir direi...
Voltei a amar.

domingo, 24 de agosto de 2008

Vão ao meu hi5, adicionem-me, comentem...

Vão ao meu hi5, adicionem-me, comentem... A caminho dos Icones...
http://icones.sapo.pt

Estou como suplente.

meu hi5

http://domitor.hi5.com

Enlouquentemente puro...

As marés enaltecem, e os olhares já dizem mais do que eu possa dizer...A espuma que perdura momentaneamente na areia da praia, ela deixa um brilho tãointenso... podíamos aprender que naquele breve aveludado relevo se encontra todos os ensinamentospara sermos felizes na vida.Deixar-mo-nos levar por um pensamento, por um pedaço de desejo imortal que simplesmente nos atrevemos a sonhar. As lagrimas podem ser um dom, o dom de nos fazer despertar e saber-mos que sim agora somos felizes.Num breve beijo encontra-se o tão procurado Santo Graal, encontra-se para além daqueles lábiosdoces, ternos, enlouquentes, puros, e cheios de pecados... encontra-se o dom da eternidade.A imortalidade é nos oferecida por tão pouco, por tão infimos pormenores.Num breve segundo tornei-me imortal. Já não sou mais uma alma efémera, encontrei o caminho que outros perduraram a procurar, Shakespeare, Alexandre Dumas e todos os grandes sonhadores, sempre quiseram alcançar essa eternidade, que vai além de páginas escritas deixadas ao acaso por esse mundo fora, todos eles quiseram e profeciaramgrandes amores, sem nenhum os ter conseguido...Sinto, quero e desejo... para além desta página escrita ao acaso...Ter encontrado o dom da imortalidade...Esse dom que o vi no teu sorriso, no teu beijo e em todo o teu brilhante ser...Tens pureza para além do que se imagina, tu és mais do que a perfeição... por isso moras...por isso vives... por isso estás, e por isso... este coração...é teu.

Imortalidade no infinito

Criei em mim o que não é criável, sou o que não existe, voo para além dos limites, consigo, existo, e sou...Consigo ultrapassar sempre os meus limites, os meus limites são as ilimitadas fronteiras do ser. Consigo desdubrar me em mil realizações, tenho dentro de mim mil almas, mil sonhos, mil vidas por viver, e mil vidas já vivi.Onde é o limite? na fronteira do ser.Não tenho limites, serei sempre mais e menos. Contento-me com pouco e a perfeição chega-me completamente...Vou sempre albergar mais e mais, nunca estagnando o meu pensamento, nem congelando o minha evolução. Vivo a 1000 a hora, conduzo na fronteira do que é possível aguentar, enquanto tenho um segundo de forças para viver,dois irei tocar... Radicalmente sonho e vivo. Só a perfeição me fará parar. E na perfeição sou tão perfeitamente imperfeito. A perfeição não existe, e eu irei sempre tentar alcança-la.O sonho é ridiculo nas mentes vãs, na minha é o meu destino...Abri asas, Abri sonhos, quebrei mais uma barreira...Por onde me encontram?Por aí...Por onde ando?Ao vosso lado...O que toco?O infinito...

A caminho dos Ícones do meu ser...

Roubam-me os sonhos... Um por um, e eu em cada sonho roubado reinvento mais mil para virem roubar...
Em cada pétala que tomba coberta de mentiras e ódios jamais perdoados, em vinganças inabaláveis para a mente humana.
E em cada vez que o senhor das trevas se encosta na minha porta, eu ergo o meu castiçal com vinho rubro de horas mortas e dou vivas a quem por mal quer entrar. Convido-o a pernoitar nos meus húmildes aposentos.
Castelo frio e oco, castelo coberto com as mais finas tapeçarias e os mais belos quadros na minha mente.
O sonho eleva-nos para além destes cortes que cobrem estas paredes de batalhas e corpos que perderam a vida ao som do bater de uma espada...
Agora, eu..., único ser no meu corpo, alma e vida..., olho os céus com o seu raiar de infinito, e caminho por estas pedras de calçada dispersas ao acaso... a caminho dos Ícones do meu ser...

Parece que perco o que nunca tive.

Quando encontro o que tanto penso desejar parece que perco o que nunca tive. Por onde anda este sentimento que o perdi. Parece que me foi arrancado o coração.
Deixaram-me uma praga... Um feitiço inalterável e cheio de terror... Quero, Desejo, mas perdi a vida.
Quero, encontro e parece que a coisa que mais sinto é um sentimento de profunda perda. Tento analisar o meu intimo o meu ser e todo o meu olhar se prostra no mar...
Será ele o meu conselheiro destas horas Rubras de horas inimagináveis a perder e a sonhar. Porque sou mais do que quero, e menos do que devia ser.
Permaneço inalterado, e as lágrimas correm-me porque eu talvez... Não me conheça já neste sentimento... Não alcance neste todo sentir... Ou se calhar conheço...
E simplesmente é o medo de voltar a sentir e a arriscar... Por onde vou? Não sei... Por aí... Na minha vida de sonhos... Na minha realidade de desejos...
E quando a vida decidir...
Eu estou aqui para viver...

E num retombar virar de página...

E num retombar virar de página...Agora que já sou mais do que fui e menos do que serei...Abençoado pelas marés das tuas palavras, e dos teus gestos.Já sou eu todo mar... imenso e vasto... como a paixão dos teus olhos...Uma página virada num vasto livro de desejos, desgostos e perdões deixados ao acaso para alguém os repensar.Amadureci na desgraça e pernoito agora nestes giestais onde sinto no orvalho as tuas lágrimase no som da noite o vibrar da tua voz.Não sou mais pobre, nem rico. Sou. Vivo. Sinto. E quero ter o mais insignificante dos sentidos presenteadocom a maior das intensidades. Desgarrados desejos. Desgarrados Sonhos... A necessidade de te encostar, de olhar no teu olhar efazer tremer toda a tua voz com a minha loucura, e nesse mesmo momento... o toque do sonho, o despertar...E lá estou eu nos giestais... a sonhar acordado, com um sonho bem adormecido...Seis meses passaram. Acabou o luto de uma vida ingloria e dolorida. E começa o erguer esperançado de te ver sorrir no meu olhar.

Enlouqueces as veias que me aquecem o coração

Sentir te a correr nas minha veias enlouquecidas por uns acordeãos de uma guitarra. Sentir que este chão já não é chão... É ele o contorno do teu corpo... E o horizonte são teus olhos, as árvores ao vento os teus cabelos a serem embalados com um canto de uma águia que te veio encantar... Quanto maior a alma mais pequeno o mundo... para receber tanto e tão pouco... E ser mais do que esta terra e mar o que faz o mundo... ser também brumas onde nasce a magia e se vive os sonhos dos sonhos, e as vidas suicidadas à nascença por karmas acentuados de dores e desgraças...
O sonho irá ser sempre a última fronteira... aquela que está no nosso intimo... E que ultrapassa a agressividade dos homens, e onde não existem fronteiras nem vontades...
Sei por onde vou caminhar... Sei por onde vou andar...
Quero tactear o teu corpo... até aos confins do tempo... e não existe tempo que o molde para deixar de ser a pérola mais bela que hoje me abençoa este meu olhar...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A uma brisa Lembrar-me de Ti...

Sinto o teu perfume, ele descobre-me as minhas humildes vestes e revela-te todo o brilhar que escondo dos olhares tenebrosos de tempestades...
Não pede ele permissão para profundamente se entranhar na minha pele...
E mesmo que não queira...
A uma breve brisa lembrar-me de ti...

Deito-me neste caminho que percorres... Estou de joelhos... As lágrimas correm para o mar... E os sonhos ficam derrubados na terra que abençoa a tua passagem...

Quería eu ser menos que um anjo... E não andar com asas derrubadas de clamor...

Quería eu ser mais que um Deus... para mudar o mundo e faze-lo vibrar com o fervor do teu estrondoso andar...

domingo, 27 de julho de 2008

6 Meses...

Seis meses atribulados de encontros e desencontros,
elances e vidas cruzadas por segundos ou para sempre.
Todo o Castelo tinha ruído, a vida deixado de existir
e os sonhos pensados perdidos para sempre numa gaveta qualquer
deixada para trás...
Aos poucos nasceu um novo homem... guerreiro, sem medo de perder...
mas sempre com os olhos na vitória...
O único seu objectivo... Viver.
O seu único sonho... Amar.

Amo o sentimento de amar...

Para o resto da minha vida... vou sentir... vou amar...
A minha alma... ama... amar... sentir o perfume que nasce...
Sempre que o sol se põe, e a lua nasce... na sua imensidão de Luar.
A minha alma persegue-te desde o dia em que a vida se perfez vida e dos céus
clarões desbotaram em tons vermelhos os céus do aurora...
Levo mais do que sonhos... levo desejos... de mil e um beijos te venerar nesse teu altar.
E quando a minha boca sentires desflorar tamanhos sentimentos escondidos no teu olhar magico
que tem vivido em desdens pelas vidas das marés...
Podem se julgar donos do mundo os donos das terras e do sol nascente...
mas os sonhadores dos sentimentos ardentes de coração aberto e alma carente...
são eles quem conquistam o mundo, seu corpo enlouquente cobre a sua alma de diamante.
Os céus serão sempre o poiso do teu sorriso... irei ficar dias a olhar o mar a rebentar as
rochas só porque não consigo dormir sem te ter num abraço longo de amor, numa união de corpos
quentes em profunda loucura de amor, não tenho caminho ou casa...
Se simplesmente não estás ao meu lado e se não grita-mos os dois a uma só voz os segredos
inegualáveis de um grande amor...

domingo, 13 de julho de 2008

Cruzar-me Contigo...

Ando por lugares que nunca andei...Percorro as marés de um qualquer oceano...Com a esperança que quando o meu olhar se descruzar com o horizonte, veja o teu poisado na minha pele. Que sinta esse calor que tens dentro de ti, essa forma tão intensa de amar...Virei navegante, virei aviador, virei andante para t procurar.A magia desse teu olhar...Neste preciso momento te penso... Neste momento te reencontro... com um perfume no céu, e a sonhardeixa-me voar... daixa-me voar...Quero ultrapassar este meu corpo. Consegui-lo rasgar, despir... separar-me do que tanto me prende...Eu que toco os céus tão facilmente... Preciso de tão pouco... para brilhar...Mas as trevas visitam-me... piscando-me com o seu mordaz olhar... e fazem-me continuar neste dasassossego...Porque simplesmente... o meu olhar não se cruza... porque simplesmente...Estás longe tão perto... Sinto a tua presença sem te ver andar...Conheço o teu geito, conheço os teus sonhos... e não te pinto...Deixa-me pernoitar a olhar os traços do teu corpo.Passar toda anoite a pintar os traços dos teus seios numa tela imaculada e pura, só ela digna de te fotografar, deixa-me com o pincel tactear as tuas cochas que enlouquecem quem te fica todos os diasinfinitamente perdido no teu andar...Os teus seios a traços de pureza pecadora, são desenhados... Traços de noites perdidas num qualquer luar...Alma que não é alma... vives no olimpo, e quem te conhece vê a tua divindade, a magia dessa alma...Deixa o meu olhar... se cruzar... com o teu...

Olhar mortal

Rios de sangue a cobrirem vales de poderes ocultos...Olhos sonhadores... incomodos e mortais...Olhos que se fixam em ti... que te descobrem e te encobrem, que de te vislumbrarem...voam... sao levados para onde nao sonhas os encontrar...Tocam te eles no teu corpo... suavemente voam entre as tuas pernas...ficam eles... a verem te levitar por entre as pedras da calçada...Vêm como te acaricia a saia ao passar da brisa que vem do mar... que não se alcança além destasmontanhas e nem a linha do horizonte k consegue desenhar...Sonham eles poder voar e com as mãos escrever em ti... frases de pura paixão...vislumbrar em tão puro corpo... o desejo carnal de uma noite de loucura...E mesmo ao de longe... fica a percorrer o teu peito... e tenta descubrir as tuas linhas...tenta te sonhar... porque pode nunca mais se voltar a cruzar este olhar com todo este andar...Fixa os teus labios, pensando quantos beijos já eles fizeram roubar...E quando o teu olhar se cruzar... este olhar imortal... vai sempre desviar...porque mortal...é todo esse sonhar que transportas nesse teu andar...

Vidas trilhadas num penhasco

São as historias da minha vida... Vidas trilhadas num penhasco enquanto o mar abençoa um qualquer amor... Paixões voadoras em asas que tardam a voar. Cavaleiro na sua guerra contra os moinhos de vento levantados numa guerra de espadas e lanças de sombras... e assim pernoita mais uma noite, com a lua a se levantar e eu a olhar o mesmo luar que tu, nesta noite, a primeira de todas as noites do resto da minha vida...

Percorro e desfolho...

Percorro e desfolho... vezes sem conta os teus traços... Tento os pintar na minha mente, mas não preciso,... O teu olhar pernoitou por cá, e agora perdi a minha alma, perdi o coraçao... Ele andou perdido, anoitecido nuns rochedos, onde gritou pela morte como se ela fosse a unica vida que o poderia ainda abençoar... Lagrimas correram enquanto as estrelas me tentavam brilhar... Estrelas no céu riscavam como se quizessem algo desenhar, e uma quarta vela ficou por abençoar num qualquer altar... Agora avisto brilhos que não existem, brilhos que parecem querer me encantar a alma como o canto da sereia nesta névoa que não tem fim... Vou jogar me neste mar... vou sentir a sua água gelada... Sentir que estou vivo... que o brilho existe, que o mundo me sorri por uma boca de carmim. E desfolho todos os perfumes que me levem até ti... desfolho todas palavras ditas pela tua boca... E simplesmente... amo... amo o jeito... o olhar... o som do breve andar... Fixo te de uma ponte... enquanto te envolvo com a nevoa deste amanhecer... Onde esta aquele olhar que espero tanto focar...

A Vida e o Sonho

A vida... e o Sonho... estes brilhos voam juntos... Onde está o nascer do sol no céu, e onde anda aquele linda alma... Simplesmente vê a tua face nesse teu espelho... reflexo de sonhos, maga e feiticeira durante a madrugada, sedutora e musa por entre as nevoas da noite cerrada de uma lua cheia encoberta... Pões o teu melhor vestido, quando o luar se descobre, na varanda do teu Castelo só a tua pele te separa deste luar... E quem passar, o feitiço fica lançado, e a tua imagem nunca mais será apagada de mais uma mente que ficou a sonhar... Mentes que sonham com brilhos ao luar... brilhos de uma face divinina, e um corpo que tem tanto de puro como de pecador... Seios pintados a pastel, pele coberta do talco dos reis... E andam esses guerreiros do sonho, por estes mundos fora à procura daquela imagem que só avistaram num luar encoberto de um dia de nevoeiro...

Onde a vida...Simplesmente acontece

Tento concentrar-me neste céu... Imenso Céu... com tanto brilhar... tantas almas a voar entre os sonhos das suas estrelas... Será que eu serei mais uma delas, a poder tocar o céu contigo ao meu lado? E esta alma que simplesmente...só quer amar, ser amada e viver... Viver para além deste céu, inferno, fronteiras físicas e imortais... Escrever nas estrelas o mais belo beijo desenhado com os teus lábios tocados pela minha alma, Queria eu poder estender-te a mão, e simplesmente, de trás desta cortina, saías tu... A mais bela e divina mulher... Aquela que vinha para me enlouquecer todos os sentidos, vinhas tu debaixo de umas brumas... enlouquecidas por um luar, e limpavas-me estas lágrimas que me correm no rosto... lágrimas de desistência... de não ter chão para o meu andar, nem coração que possa tocar o meu, e arrancar-me a dores infinitas... que só querem ser apagadas... E simplesmente viver... Viver apaixonado... Escrever em papiros as mais belas historias de amor... Rios de tinta envolvidos nuns lençóis de cetim e uma cama de dorsel... Onde o amor é vivido, amado... Onde os lábios se encontram e dançam... Onde a vida...Simplesmente acontece.

Ondas Aveludadas de curvas

Olhar tenebroso de uma maré apaixonada que me embriaga os sentimentos... Cada dia que passa, em cada segundo que simplesmente me toca como um marca passo eu vou sentindo o teu perfume...comprei-o num recanto qualquer na esperança de ele me transportar para o calor da tua pele... Tem ópium, e jasmim, rosas e seduções... é ele a droga dos meus sentidos... Enlouquecendo-me leva-me a sonhar com imagens nunca vistas e com beijos nunca trocados... O calor dos teus lábios, a paixão que eles sem piedade me colocam neste corpo calejado de dores... Sou imortal... imortal na forma de sentir, na forma de tocar e na forma de estender a mão resgatando a estrela mais brilhante colocando-a a morar no brilho do meu altar... E cá estou eu... olhar embriagado de sonhos... a olhar o mar... a sua maneira aveludada de contornar as rochas, as suas curvas esguias no seu rumo à costa... tudo me faz lembrar... O que neste momento não estou a tocar...

Odor Envolvente de Sedução...

O odor do perigo a contornar os meus passos. Uma escalada desmedida defronte um infinito olhar... Por onde andarás tu neste preciso momento... Tudo podia ser tao simples noutra era, noutra parte e noutro momento... Limitar-me a mergulhar nos meus sonhos e pernoitar mais uma noite nas suas mudanças bruscas de temperamento... A lua cheia... Essa que me acompanha eras afim... Faz me voltar a respirar sempre que ela brilha... Aparece sempre que ela precisa de mim... Radiosa com o seu olhar...Olhar de Sépia...Que dentro de si contorna-se todo a fugir ao toque do nosso cruzar... Mas cá estou eu... completamente envolvido num sentimento de lençóis aveludados pelas quimeras da vida. Serei eu digno desta pena que tenho na mão, e desta obra que nasce nesta escravaninha à qual eu me ligo tão intimimamente ao dançar dos meus dedos que mais a parecem querer seduzir... E sou eu guerreiro das causas perdidas, ancião dos momentos inglórios nas suas impetuosas e glorificadas vitórias... Olho...Vejo...Sinto... E talvez, na calma que não me é natural eu digo: "Na brisa de um perfume, o toque da ceda, o brilho dos olhos e um infinito ardor na alma. Caminhos cruzados para não s descruzarem. Monges em rezas e deuses a alterarem o rumo das estrelas cadentes para as asas lhes serem devolvidas..."

Valsa ao Luar

Sinto naquela Lua cheia… Um tumulto que a maré levou e enterrou e tu a me focares…
Na lezíria que já estava em pranto e que naquele manto de trevas, brocados negros de fados doloridos que percorreram a minha face com pequenas gotas de brilho até aquele mar… Nesses teus lábios renasceu a valsa dançada perante os olhares trocados, as palavras não ditas, mas sentidas, vividas, e simplesmente marcadas.
E as rochas foram as testemunhas frias da noite de corações brilhantes e fugazes…
E o mar tocou um doce violino enquanto os lábios apaixonados se marcavam, tacteando sua face como um pianista aperfeiçoa uma musica ao sentir a sua magia invadir o crepúsculo dos seus ferimentos.

Broken Wings... The beggining

Sentir te num luar que me enlouquece, ver-te num sol que amanhece ou numa fúria que me explode nas veias. Quero fazer correr este sangue nestas linhas… Escrita que não me sai destes punhos mas de uma alma que voa além mar… E deste sangue que fluí amor…, fluí paixão…, quero mostrar-te que no coração onde ele é pulsado…, só crescem quimeras, infindáveis quimeras, que eu vou ter de viver… A mãe de todas as suas quimeras, a eternidade dum amor, a explosão de astros platónicamente perdidos nos céus do meu quarto, olho para o tecto… infinito tecto… vejo ondas a sair das suas sombras, arco íris a despontar no brilho dos seus cantos… Tudo porque no meu coração está estacionado o amor. Quero-o entregar, quero-o viver, quero-o sentir. Por onde andas tu… Deusa das palavras que direi incomensuravelmente sentidas… Por onde anda a divindade que me faz simplesmente voar… Tal como aprendi a andar… hoje… sim hoje… Estou a abrir as minhas asas… enormes… grandes… e vou voar… para o pé de ti… Estejas tu aqui, ali ou além… Espera-me… numa brisa, num suspiro, num olhar… Eu estou lá…Acorda-me porque eu posso estar a dormir. Desperta-me porque eu posso estar embrenhado numa ilusão em que a realidade faleceu e agora eu oro num meu recanto. Coloco mil velas há espera que tu fada e maga do além, entres no meu quarto, com a tua alma feita de brocados de magia, e me venhas confortar a minha dolorida alma com palavras d’amor.

Carta eskecida no correio... Não a keres levantar?

Quem achar k te conhece... foi porque nunca olhou nos teus olhos como eu olho... nunca vibrou dentro da tua alma... olhei t bem lá para dentro sem nunca sequer ter te tocado...sem sequer te ter podido beijar...onde pairam esses lábios ke me levaram directamente para a tua alma.Olho sem te ter aki... sinto te sem te ver... sei o teu perfume sem nunca o ter cheirado...Estas dentro de mim... o aroma kente e fresco... aroma de paixão, loucura...mas puro como a mais cristalina água... só quero ir para o maior penhasco k envolver akelas brumas...gritar... gritar... gritar... gritar o teu nome... querer alcançar o teu coraçao...e se dakele penhasco saltasse seria com a esperança ke nakelas águas estariam os teus braços abertos para me acolher...kero ser o unguento das tuas feridas... mas também a água da tua sede...

Quimeras...

Não me tocas… esfumo me na tua mente… Talvez não seja mais que um pensamento perdido na tua face quando te olhas no espelho e vês as tuas asas abrir… Perguntas t… se seria possível alguém poder entrar pela janela do teu quarto, pegar na tua mão e dizer… Vem… Vem comigo… Ir por mundos não ainda conhecidos, tocar o arco íris, e ver a chuva a sair das nuvens… Tocas no espelho… tentas me alcançar quando lá me vez… mas não tocas… tens medo que como se de uma nuvem se tratasse me dissipasse no ar… e deixasse de estar ali… e tu mais uma vez ficasses sozinha… com a tua maneira de sentir… única… Ficas a falar comigo de quimeras… vidas… sonhos… Falas como se falasses contigo própria… com a tua alma… E sentes compreendida…muito mais do que isso… amada… Um beijo à chuva, e o dançar no meio de uma tempestade ganhou novo sentido. O olhar o mar… leva t até ao interior dos meus olhos… Sentes que algo de único abençoou a tua vida e que este lugar virou mágico para sempre…

First day of the end of my life

Today is the first day of the end of my life. I wasn't made to be happy, nor my heart can desire to shine, therefore the darkness is his world, and the darkness his house. Today I deposit my heart in the hole of my life. Today I declare to be the funeral of who sits down without feeling. Lives without living. Today I declare that in this papyrus put my signature. Alexander, name of who dreamed more than owed and today stops dreaming what owed. The world today should be happy. I stop existing as somebody that desires... And step to live as somebody that waits. The end.

Porquê ter asas, se não tenho céu onde voar

De que vale sentir como ninguem...Se não serve para nada...Porque ter sonhos se só os posso guardar dentro do meu coração.Para que estas lágrimas se não vão fazer brilhar um arco irís amanhã.Não quero sentir... Se este amor... simplesmente não tenho a quem o oferecer...Não tenho a quem o entregar...Porquê ter asas, se não tenho céu onde voar nem mar onde sentir o frio das suas puras gotasde amar...Não quero Rasgar mais cartas, pintar telas negras, nem deixar murchar as flores porque não havia a quem as entregar...Olho para a confusão que é a minha vida... e digo... é ela tão monotona... é ela tãoparada... sem a presença... do meu anjo...sem a loucura de amar... correr por um beijo...Ansiar por um desejo remetido numa carta ao nosso coração enviado...Para quê voar se não existe céu que alberguem as minhas asas...
Resigno-me

Renascer

Renascer com a força do guerreiro que tenho dentro de mim.Não virar as costas à vida. Posso estar a sangrar sangue, lágrimas, suor, vida...Mas ninguém me vai parar. Ninguém me vai derrotar.Ergo me e vou à luta. Vou sair vencedor. Nem eu vou me deixar encarar a batalha pelos meus ideais de outra forma.Não vou desistir de sonhar. Não vou deixar de querer amar.Se for preciso morro no campo de batalha... Mas vou morrer erguido e em pé.Sei que não é facil...Tenho a noção que neste mundo se deixou de sonhar...Mas eu não vou me deixar corromper por este mundo... E sim vou corromper o mundo com os meus sonhos.A magia tem de regressar... O romance tem de voltar a conquistar...E... O mundo... Será meu... dos meus ideais... Será de quem tem asas...
E DE QUEM QUER VOAR

A madrugada abençoada pela chuva da dor...

São 3 da manha...E as lagrimas não param...Pk me fazem amar e sentir... Pk me fazem acreditar em algo que nem elas acreditam.Pk pensam que com uma hora de sorrisos fica compensado os meses de sofrimentos que virao a seguir???Ilusões e mais ilusões... são as ofertas que levo da vida...Todos os dias faço um funeral, a um segundo que se perdeu, a um minuto de ilusao, a uma hora que voou, a um dia que se afogou nas profundesas dos sentimentos...Todos os dias me pergunto... que virá de tão diferente no dia a seguir que valha a pena...Que virá de tão valioso depois deste nascer do sol que valha a pena esperar sequer que ele acabe de nascer...

Devaneios de uma noite de insónias

O próprio sonho e a esperança que esse sonho deixe de ser só um sonho. Mas se esse sonho deixasse de ser só um sonho teríamos parado de sonhar. Então o que se passa é que nós nunca vamos alcançar os nossos sonhos enquanto não deixarmos de sonhar… Então o que fazer? Ir ridando os sonhos e nunca atingir a felicidade plena? Ou um dia dizer… sou feliz plenamente e conscientemente cheguei ao ponto da vida que queria.
Mas será que nesse ponto vamos querer continuar a viver? Ou vamos tomar a consciência que a partir desse momento é um declínio total das vitórias alcançadas?!
O meu sonho vai para além destas questões… O meu sonho é um… mas são muitos porque quando o tiver… deixarei de ter um só… ele é constituído por mil sonhos…
Como diria agora a minha amiga aniversariante parifiliense ‘lá vai ele falar de amor. Que lamechas. LOL’
Os sonhos vão para além de uma palavra. O meu não se define a essa palavra. Vai para além disso. Vai para além do real. Por isso tenho a noção da sua quase impossibilidade de se materializar… logo sei que nunca irei deixar de sonhar… Não acredito que haja alguém igual a mim… Que se consiga entregar como eu ao outro…
Ao dizer isto de certeza que me estão a dizer : mas porque achas que não existem pessoas iguais a ti?! Não achas que estas a ser demasiado pretensioso?!!!
Pronto… eu aqui até peço por favor, porque significará o fim deste meu fado e deste karma de dor… Por favor mostrem-me … Eu quero estar a ser pretensioso… Eu quero… porque se o estou é porque existem… e se existem… nem tudo está perdido para mim… porque se eu vir alguém igual a mim… disponível… só quero uma chance para a encantar… e para ela ser guardada como um tesouro dentro de mim… E aí ficarei não feliz… mas extasiado de vida…
E direi… não vou amar mais… pois já amo quem quero…
Mas afinal a vida é ou não mais do que amor?
Pode se ter milhares de sonhos… mas todos passam por um tipo de amor… nem que seja por nós próprios.
O que eu critico nesta sociedade é que com tanto comunicação a tanta velocidade, e contra mim falo pois estando ligado ao ramo da informática e electrónica sou um dos que contribuo para este destino, o que se passa é que os humanos cada fez estão mais egoístas e cada vez ajudam menos o próximo. Cada vez analisam mais as suas carências e não querem saber se com quem estão também as tem. E uma relação sobrevive assim? Só se basear na parte física… porque o resto se existir vai morrer…
Com tanto apelo na televisão a comprar coisas para nos satisfazer-mos, com tantas imagens de teor sexual mandadas todos os dias a toda a hora para nós… Poucos são os que não são corrompidos com tanta perseverança deste mundo.
Começamos a querer simplesmente satisfazer nos a nós e ao nosso ego. E o Eu passa a ser a nossa prioridade, e deixa de existir sequer o nós… E depois a primeira discussão, como nem tempo temos, nem vontade temos para cedências de ambos os lados e se seguir para uma relação duradoura… a solução mais fácil é… vamos acabar tudo porque não dá. E como temos tanta velocidade neste mundo já tem em vista 5 ou 6 pretendentes para esse lugar…
E assim anda o mundo por estas paragens…

A eterna ansia

Porque não me percebem. Não partilhar é não viver.Não amar é não respirar. Não venerar é não desejar.Não sorrir é a ausência.Estas lágrimas são de quem quer tocar no céu...Mas cada vez crava mais as mãos na lama da terra...E de quem pede para que lhe fechem o coração ou o roubem de vez...E simplesmente o assaltam e o deixam completamentre destruido.

Brocados de sonhos...

Para alguem que virá... ou já veio...Ser pobre de alma, como tantos vagabundos neste mundo. Primeiros ministros, presidentes, ladrões de gravata e colarinho branco...Acabar a vida e nada mais ser, enterrar-se com o ouro a servir de cobertor do corpo para apodrecer mais ricamente mas tão friamente como a vida que seguiu.
Ricos os seres de almas brilhantes, poderás morrer como uma túnica, todas as borboletas iram transportar-te para o teu mundo, e terás morrido rica de sentimentos, rica de vida. Será Fado malfadado o sofrimento? Direi mais fado vivido...
Cada lágrima que derramares pensa que foi mais uma batida da tua alma na vida. Cada estaca que te sentires a apunhalar o coração será mais um passo para a eternidade.Quando uma mulher é perfeita,ela é abençoada por mil dons...Quando uma diva é perfeita ela...é o astro que caíu do céu e nos ilumina a vida...O teu rosto já sabes que deslumbra...O teu corpo já sabes que me deixa a admirar-te de longe...Mas o que mais se nota em ti... É essa alma enlouquente de sentimentos... Que sofre pela imperfeição dos outros... Que é magoada por ter uma alma tão pura como a vida.Quem te ouviu cantar... nem que só por um breve segundo tenha ouvido entoar a tua voz em sua alma...Quem te ouviu cantar... nunca mais vai esquecer o sentimento de deslumbre, a explosão de sentimentos com que seus sentidos foram presenteados...Somos levados para a escócia, terra de fados, elfos, guerreiros e donzelas que se amam de morte...Quem te ouviu cantar agradece a Deus para toda a eternidade aquele presente divino... E só uma coisa mais pode nos fazer relembrar e voltar a sentir aquelas sencações que ficaram guardadas no tempo...Passaram-se as décadas... mas mantives-te a mesma beleza no olhar... Quimeras desfeitas nos teus sonhos...Mas sempre a mesma bravura de viver...Um avião despedaçou-te o coração... E quises-te tu ir ao mar buscar o teu querido morto...O astro tombou no chão para nunca mais se levantar...Agora...O morto regressa do outro lado do mar...E vem para te devolver o livro dos sonhos rasgados que tinha levado para a sua sepultura...-Toma... são teus...E conforme vamos passando estas palavras de sabor a pecado... conforme vamos correndo letra a letra, desejando sermos nós quem está a beijar aquelas pernas..., somos levados para a alcofa de salomé...Já não estamos a ler... senti-mos o aroma dos incensos no ar, o cheiro do óleo de jasmim no corpo de salomé. Até o sabor do corpo de salomé está na nossa boca... Na última palavra acorda-mos e dize-mos ... Por favor não...Quem és tu afinal?
Vejo-te branca, pura, anjo...O meu anjo da guarda que me aparece em sonhos...Vejo-te Fogo, corpo a arder de desejo, corpo faíscado de pecado...Vejo-te musa dos meus desejos...És aquela que nunca veio, aquela que anseio que venha...Vejo-te a andar na rua... Os teus passos venero... Vejo o teu corpo a baloiçar enquanto andas...Alí fico... abismado... parado no meio da rua... acabei mais uma vez de ser fulminado com aquela beleza...Sigo-te com o olhar... anseio que nunca desapareças do meu horizonte...Desapareces...E caio numa tristeza dilacerante...Para onde foi o meu anjo agora...
Amo-te loucamente... diva deste coração embriagado de amor por ti...Quem tiver a divindade de te levar à loucura... de te ouvir dizer não aguento mais...E dizer-te...Só um pouco mais...
Quem ouvir teu suspirar de prazer...
E agora estou eu a suspirar por ser eu a ouvir o teu canto d'amor...
Quem tiver nas mãos tão precioso troféu... Tão poderosa arma... Quem tiver nas suas mãos escultura de marmore que faz corar a perfeição...
Esse ser pode deitar as mãos ao alto...
E dizer...
Fui abençoado...Que olhos... Que Rosto...Estou perante a mais bela pintura pela qual estes meus olhos poderiam ser abençoados...Esses olhos escondem mil encantos, quando olho para eles... que me dá neste coração... Vejo uma alma nobre, uma alma de guerreira, uma poetisa que nos embriaga a alma com seus escritos,vejo a mais bela fada, esses olhos que mostram a alma por detrás deles... me enlouquecem com o seu modo de olhar...Lábios ardentes de desejo...Corpo de anjo...Cabelo de fios de ouro...Pele branca, pálida, pura...
Desceu à terra uma deusa...Andei eu a vaguear por esse mundo fora, e nunca encontrei tão formosa diva como neste blog...Aqui te deixo o meu coração.Ele é teu e aqui te juro que a mais ninguem pertencerá...Não encontrarei alma tão deslumbrante nem que procure em mil mundos...Seríam mil desilusões em mil eternidades...Quero e desejo casar contigo e ter as mais belas duas filhas do mundo...Tens algo em ti que mais ninguem tem...Violino de oiro é esse teu corpo... Quero tocar as mais belas canções de amor com ele... Levá-lo a atingir as notas mais agudas no seu sentimento, levá-lo a dizer que a dor é prazer e que o prazer é a poesia que te movimenta a alma...
Dizes tu que nada é teu...
Pode nada ser teu... mas e se eu te disse-se que tudo existe só por ti, para ti, e porque tu aqui estás?
Antes de ti, tudo era negro... A beleza nasceu para o mundo no dia que a tua alma abençoou a terra com a divindade da tua presença...
Tu vieste para me iluminar... Para nos iluminar...
Farol de maré cheia, tornas-te a minha vida um belo soneto d'amor... Vir cá ler a tua poesia é fugir do mundo que me assusta e ser levado por este fantástico clarão de poesia d'alma.
Eu sei do que tens fome e sede... que os astros expludam de sentimento a cada sentimento teu pela 'pena e papiro' vivido...
Não sei se meus olhos conseguem te fazer tremer por te encantarem... Mas que a minha alma já está prostada a teus pés... ficou ao primeiro verso que leu teu...
Escreve com o meu corpo o mais belo soneto d'amor... Utiliza-me para o amor, para a magia, para a eternidade...
O que encontro aqui... só aqui o volto a encontrar... Por isso aguarda-me...
Porque eu juro-te que volto...
E tu o sabes.Sou aquele que te veio para amar, aquele que veio para se tornar um guerreiro e te conquistar... Sou aquele que germinou em teu seguidor... Sou aquele que depois de muito viu... a tua luz...Declaração a uma Diva...
Nasces-te para encantar e encantas-te.Tens em ti mil Dons, apaixonas-me e fazes-me sentir que em ti está o um anjo que desceu à terra para me guiar por estas trevas...A beleza é te natural, estás sempre cheia de brilho, não passas despercebida... a ninguém...Todos os dias fico fascinado a olhar para ti... tento por um segundo roubar o teu olhar... e nele ver a alma que tanto me enlouquece.Glamour é uma palavra que te descreve muito bem... mas para quem te conhecer mais um pouco, Poetisa... Profetisa dos meus sonhos... e quem mais um pouco te conhecer...
Diva de asas brancas que te cobrem o teu pálido corpo branco, cálido, calejado de mil dores, corpo de uma sereia que perdeu o seu pescador amado numa grande tempestade, alma das grandes Poetisas do mundo do Passado, e das que ainda estão por vir...Escreves o que ninguém sente, porque sentes o que ninguém conseguiria escrever... não fosses tu não humana... Não o és... Mas quem não o fica logo a desconfiar depois de ler um pensamento teu...Esses pensamentos que nos levam sei lá para onde... Porque eu não sei de onde és tu e para onde me levas quando leio o que escreves...Mas peço-te...
Leva-me

Carta perdida ou Encontrada... Deus dirá

Devolves te me a vontade de viver...A vontade de sorrir... De voltar a ter o brilho no olhar...Tu não sabes o que me vai no peito e muito menos na alma. Não sabes o que te pretendo dar,nem os sonhos ou quimeras de que tanto te falo.Desejo-te dar mais que amor, mais que uma vida, desejo-te erguer uma torre de menagem em tua honrana minha vida, viver a amar-te e amar-te a viver, em todos os dias dedicar-te momentos de carinho e amor.Em todos os momentos deixar-te um beijo nesses labios que me enlouquecem os sentido e me fazemir para mundos inemaginaveis onde os anjos, os poetas e os sonhadores são reis...Quero percorrer o teu corpo com as minhas mãos todos os dias, como se tentasse decorar cadapormenor de teu corpo, ou tentando aperceber me que sentiu Deus ao esculpir tão lindo corpo.Quero beijar-te todo o ele, quero dar-lhe sentimentos extremos...A tua alma quero-a mais do que enche-la de sonhos, quero-a a viver mil quimeras, e mais mil novas colocar lá para serem vividas...Quero que sintas em meus braço protegida, de todos os males do mundo.Vou fazer t feliz como nunca o foste...Cantar-te no meu fado... Encher teus lindos olhos de lágrimas de felicidade...Destes anor quero sementes lindas...filhos...
O que eu senti naquele beijo...?...
Tinha eu ferídas profundas, cortes aberto a correr sangrando dor.Guerreiro derrotado, guerreiro que tinha cortado as suas proprias asas e as deitado dum penhasco parao mar.Vinha eu cheio de lagrimas de sangue, com a espada a arrastar... deixando uma linha... a linha da minha vida...Vi feiticeiras a aparecerem...tinham poções mágicas...que me fechariam as feridas, e me fariam voltar a cresceras asas e os sonhos...Todas farsantes...só queriam a energia que emano da alma...E em vez de sonhos...cada vez fui tendo mais pesadelos... e mais dores para sofrer...De tanto desespero ergui braços ao alto...Gritei até que a terra tremece e a minha vozfosse ouvida do outro lado do universo...Gritei que karma era este...que tanta podridão ter numa só vida...porque abusavam tanto da minha honestidade e bondade...O que obtive do grito? um silencio brutal...Andei dias e dias sem fim...Mas quando já dizia que mais nada queria, que o fim da vida seria uma benção dos ceus para a minhaalma...eis que... ao longe...Uma catedral erguida num deserto eu vi...Que brilho tinha... A musa... a santa daquela catedral...Tanta beleza numa estatua...transparecia pureza... Era ela a fonte de todos os meus pensamentos...Era ela a ninfa que no mar eu procurava...sem a ver...Cheguei eo pé de tão formosa estatua...ajoelhei-me...encostei meus lábios nos seus pés e beijei...E...Estremeci...Ergui-me...Ela do seu pedestal...moveu-se...em minha direcção...e nos meus labios encostou os seus devolvendo-me todasas minhas quimeras...
Devolveste-me tudo e agora não te quero só no peito... Quero bem perto... de mim...

Saudades...

Amar assim tão loucamente...Venerar assim uma mulher...Nunca mais veras em ninguem...Olhos fixados em ti...A venerar teu corpo e alma...A dedicar t uma vida como a uma deusa......diva dos ceus......ninfa dos mares...há espera do olhar apaixonado...Saudades dos beijos tempestuosos na noite.Da dança dos corpos,Dos teus seios de ambar...do sabor dos teus lábios...da melodia da tua voz...Saudades do teu olhar magico,de ti astro na vidade um soneto dedicado a minha alma de sonhador...
Beijos com tantas saudades...

O Beijo que ficou por roubar

A pele cálida e pura, os traços de deusa, o brilho no olhar de quem transporta mil quimeras ainda não vividas...Um perfume embriagado de sentimentos… As águas tão puras do Gerês que ficavam coradas com a tua pureza…O teu riso,… Como despertas tanto carinho…tanto amor…és por acaso maga? Tens por acaso rezas e feitiços e eu não vi?O que eu vi…Mulher divina, sonho materializado à minha frente… como se soubesse que a qualquer momento eu ia despertar, e a dor iria voltar…Mas no dia a seguir… ao acordar…. Não é um sonho… realidade não efémera… Fiquei com um beijo por roubar… Mas trouxe no olhar a magia de viver de outros tempos…A certeza de quem quer esse alguém a seu lado para sempre, beijar os seus lábios, acariciar os seus traços, perder-se naqueles olhos de anjo que parecem mais as águas do Gerês…Perder-me naquele corpo, em que tudo quero beijar, em que tudo quero sentir, seios, pernas, pescoço,… beijar o seu ventre… amar mil vezes… e deixar promessas em cada uma delas…para mais mil…"-Tenho medo que a felicidade me seja roubada…"Ergui neste momento a minha espada… Ergui o meu escudo… E da cruzada que tinha iniciado… Agora vou defender o que tanto me custou a encontrar…Voltei a sonhar… Voltei a querer viver… Tenho já outra vez as mãos cheias de quimeras… Obrigado…Coração já preso, com um beijo ainda não roubado…

O último Romântico

Sentir que sou o ultimo de quem sente assim...Depois de tantos anos... Tantos mestres... Tantas vidas...Resto eu... Que intensidade esta que levo no espirito... Faz me enlouquecer de tanto sentir e de tanto vibrar...Mas nego-me a um qualquer romance perdido entre tantos...Quero o mais especial... O mais perfeito... Quero viver um grande amor com o meu anjo...A vida não pode ser só isto... levantar...trabalhar...comer...Onde está a magia?Nego me a viver num mundo em que a magia foi enterrada...Tenho de a trazer de volta...Tenho de fazer uma cruzada pelo verdadeiro amor...Voltar a passar a palavra que ele existe...Que um beijo é mais que um beijo...E não é algo que se ande a dar de boca em boca...É para ser a oferenda só hà aquela boca...Aquela que nos consome a alma...Aquela que nos enlouquece o coração...é só para essa e para mais nenhuma...

Ao meu anjo...

De onde vem esta euforia de sentimentos... O bater do coração num olhar perdido... Olho para o mar olhar distante... asas na alma... corpo celeste... será que algum dia vou poder tocar naquela alma... senti-la entre os meus braços... Beija-la com os labios que nasci e com o corpo que cresci... Mas com a alma que já transportei em mil vidas... e em mil vidas... só quiz o amor... alguem que me devolvesse as asas que me roubaram... Quero voltar...Quero sentir... Quero tocar-te... quero ter o teu calor nas palmas da minha mão...E quero depositar nos teus lábios toda uma paixão...Venerar a divina alma que és... Anjo... como ca viest parar? de onde vens tu... porque morreram as quimeras nos teus olhos... Não percas essa luz... Deixa a voltar a crescer... O amor não é um canto efémero de uma sereia... mas sim pedra dura de um astro...Vive-o, deixa o realizar toda a sua luz no teu pequenino coração de tão grande tamanho...

Paixão louca

Quem sou eu e no que me tornei. Astro sem poiso, vida sem berço, mastro sem vela para içar.Naufraguei, mas tal qual uma caravela fantasma aqui velejo sem destino nem objectivo. Simplesmente percorro os mares da vida procurando onde possa eu descansar de tanta marinhagem. Ando eu a olhar o mar alto e a procurar por onde param as tão formosa ninfas que me enlouquecerão a alma. Eu quero ser louco. Louco de amor. Louco de paixão e de desejo. Enlouqueçam me e eu ofereço a minha alma. Quero sentir vida. O poder da vida. Quero olhar para o infinito e dizer. Ele já é meu. A paixão no sangue, o sabor das ninfas nas guelras, o seu som a entoar na alma. Quero gritar e cantar o hino da Esperança e um dia voltar a dizer…. SIM SOU FELIZ… Quero sentir vida… rir… aqui a escrever isto porque no mais sincero sorriso que vissem agora em mim seria a mais profunda tristeza. Quero não sei… viver… sentir… por onde anda aquela vida louca… onde andam aqueles seres alucinados de antigamente. Só se encontram em sonho de fadas e duendes? Será que neste mundo já não há mulheres apaixonadas. Mulheres de me enlouquecer a alma. De me fazer lhes dizer. Toma aqui tens a minha alma, cuida bem dela… ela pode não ser um pedaço de ouro mas sofre tanto como ele. Se tu quiseres não existe astro neste mundo que vá parar tanta paixão. Eu enlouqueço-me a mim próprio por sentir o que não aguento. E achar que o infinito é tão pequeno para tanto poder que tenho no meu coração. Alma de conquistador, Domitor, vida sem fim, alma caída depois de tanta ressaca na dor…. Mas no fim terá de ser livre. A liberdade vai o deixar voar. Eu amo-te. Eu preciso de ti. Eu Sinto te em cada um dos meus movimentos… quero te agarrar até ao fim. Diz a alma que já está enlouquecida de tanta dor.Depois apaziguada por tanto sentimento… diz talvez me mate… talvez perca a imortalidade e por um amor faça explodir um coração. O meu… Olho para a espada,Harakiri , Porque não…Mas e depois quem ficaria cá no mundo a mostrar que o amor é algo para ser vivido, sentido, vivido?Quem mostraria… que a vida sem amor, é uma folha em branco em que a tinta nunca será colocada. Olho para o céu… a força da lua Cheia… Como pode uma lua nos desbloquear ou desbloquear tantas chaves… Quero sentia a dor, quero sentir a MORTE para no final poder dizer… sim amo a vida. Quero chora não um rio de lágrimas, mas uma mar… para no fim a minha dor se ter esgotado e a vida ter renascido. O que custa amar sem ser amado. E ser amado sem amar. A vida consegue reunir nela experiências únicas, marcantes… O dia que sorrir… ESTOU VIVO

Destruição

Quando quiz me ir embora... voltavam para mim... havia esperanças...Havia lembranças...Sempre me acenaras-t com possiveis regressos...E eu acreditei...Amei de verdade outra pessoa alem de tiAqui confeço a toda a gente que amei sim.Amei e voltaria a amar alguem que gostava de pelo menos conservar uma sincera amizade.Gostava de nunca te ter conhecido... e sim ter conhecido a outra pessoa... Ela é alguem que é muito especial... só tenho pena de a ter perdido até como amizade.

Beijos soltos...

Quando julgas que te salvavas... lanças t t a ti para uma existencia sem ardor... e a mim para uma existencia de infinita dor... muito amor, muita paixao entregue a quem nada fez por ti... o mundo é mesmo um lugar enorme de injustiça. e tu acabas t de também de pertencer a este mundo quando sequer tives t a ousadia de tocar com os teus labios noutro...E deste a outro o que só um merecia...Fosse eu capaz de entregar os meus lábios com tanta facilidade... percorrer mil bocas e apagar só uma do meu coração.Só um te merece e só um padece por não te ter ao pé...

Carta do Aviador

Estamos à um século atrás...uma história nunca contada, a malfadada história de uma Diva e do seu querido morto...
-O que sentia eu quando a via?!...Eram os olhos garços dela que me abismavam...ía eu para África e no meu coração levava aquele olhar para me confortar...Um amor não correspondido, um amor proibido, um amor perdido, um amor...
E esta é a carta que eu sempre receei escrever...E escrevi mil vezes, mas a morada onde foi entregue, nunca foi a do teu coração.
Meu amor,
Daqui está tudo como sabes, são as festas, as noitadas, as danças que já deves ter sabido por aí.Mas o que me leva a escrever-te é outro assunto.Algo tão monstruoso...mas tão belo para mim...Não sei se esta será mais uma carta que escrevo para queimar...Tantas cartas já te escrevi a contar o que tanto te quero dizer, todas elas foram apenas confortos para a minha alma, como se naqueles breves momentos em que as escrevia eu pudesse ter o poder que não tenho. Pudesse ser tão simples o que não é.Fiquei a ver cada uma delas ser queimada pela fogueira, via o seu fumo a esvair-se no ar e a levar o meu segredo outra vez...Esperava eu que tu, que tens tanto poder...a conseguisses ir buscar á lua, que a conseguisses ler, lê-la do fumo da dor em que ela se encerra.Há quanto tempo mora este segredo neste pobre coração? Talvez desde aquela tarde...ainda eu desconhecia o que era amar...e já te queria amar...Sim, Amo-te.Naquela tarde, ainda crianças fomos acuzados de incesto, sem termos sido incestuosos...mas amanheceu um sentimento que nunca descobriu a noite.Um sentimento que tem vida sozinho. Queria poder arrancar este coração, queimá-lo, espezinhá-lo.Sinto-me a maior aberração do Universo. Amar uma irmã??! È inconcebível!!! Sou produto do Demónio.Mas o que sinto por ti é tão puro...tento encontrar uma explicação...um caminho para a minha salvação.Mas que posso eu fazer? Se te vejo nos braços de outro homem, a vida termina para mim nesse momento... ciúmes me levam a querer morrer e a chegar aos astros onde mora a tua alma.Alistei-me em tudo o que podia, tentei viver o mais longe que podia de ti... para te esquecer... para te deixar viver... cheguei a deixar de te falar durante três anos... mas o amor não esmoreceu...para mal da minha cristandade crescia a cada ano...Já estou perdido minha amada.Fico eu a ver desconhecidas que se parecem contigo a andar...imagino que és tu, e ca fico eu nas ruas empoeiradas de Angola a ver-te afastar, e lá vais tu outra vez para bem longe de mim.Podia ter tido mil mulheres me meus braços,mas com nenhuma eu estaria.Só tu meu amor eu amava e até o teu nome eu chamava baixinho.Quem me dera que as encarnasses nesse momento, que me declamasses um soneto de amor enquanto eu te tocava na alma.Ando sempre com uma fotografia tua no meu bolso, nunca quero ter que te lembrar, porque significa que num breve segundo te esqueci...Mas que irei eu fazer a esta carta???Entregar-ta para nunca mais me quereres sequer olhar? Tu que és a mulher que mair terna foi comigo?! Sei que é ternura de irmã...choro...não aguento.Já fujo para os céus, porque lá te sinto na paisagem, a beleza juntamente com o perigo...Tu és assim...um ponto de fuga da realidade que a todos se encerra na mente. Vivem num deserto de palavras e tu que lhes dás o sentido de terem algum dia sido criadas.Já te pensei dizer só "Gosto muito de ti", mas até isso me custa dizer...e iria desfazer-me em sentimentos e num relance poderia já estar a beijar esses teus lábios,lábios de fogo que me queimam a alma, que me fazem rezar por eles todas as noites e adormecer enquanto palavras doces deles saem...Quantas vezes fiquei eu a ver-te a vir da escola, alegre, mas já nos teus olhos morava a Poetisa que Deus criou numa tarde de crepusculo roxo...e que quando nasceu, a noite se iluminou de raios de astros que vieram para ver a sua mais nova irmã.Tu não és minha irmã...és irmã deles...que importa o que aqui na Terra nos faz ligar a quem somos irmãos...Se o que importa é a quem nos liga o coração.E foram-se passando as Primaveras.Desde que nasci sempre vivi para te amar.Hoje vou voar...rio acima...rio abaixo. Serão as suas curvas as curvas do teu corpo e com o meu voo estarei com o teu corpo...com a tua alma...Tenho guardado comigo todas as minhas preciosidades, resumem-se ás tuas cartas, ás tuas lembranças e ás reliquias das tuas palavras...Há dois dias andaste de mão dada comigo...o que o meu coração rejubilou, o que a minha alma rezou para que aquele momento se eternizasse.A tua pele macia, pálida...pura, nunca na vida existiu mulher mais pura que tu...E andas tu a sofrer nos braços de outros homens, quando o que te faria feliz é proibido de te amar, de se expressar e de te conquistar.Irei para os céus para te esquecer, pode ser que lá bem alto conseiga fugir ao que sinto aqui na Terra que estou a pisar.Hoje subir até mais não. Irei subir até ao máximo que o avião me conseguir levar.Quero tocar os astros...onde ao teu lado queria eu morar.
Esta carta terá um destino diferente, vou atirá-la do avião ao rio e nunca me vou esquecer dela...nem de ti...Pode ser que o rio tenha o poder de me deixar amar-te...O que sinto não existe em palavras que o possam descrever, digo como toda a gente e sinto como ninguém...
Amo-te!
Teu para sempre,1927

Anjo sonhador

Entro no palco...Procuro o foco de luz que me mostrará ao público...Esse foco que desnuda a minha alma e me faz rasgar as costas e abrir as asas....Sou anjo......Anjo que veio para amar......E te procura a tí neste palco da vida...Por onde andas tu...Tu que me vais enlouquecer...Por onde andas tu que já te dediquei tantas cartas...Não as queres ler?Tenho as aqui na mão...Diz-me onde estás e eu voarei para o pé de ti...Abrirei as asas...E me erguerei nestes céus...E quando chegar ao pé de ti te direi...Meu amor...Amo-te

Rasgam-me as cartas de amor sem as ler...

Passo a passo...
vou-me afastando...
Vou rasgando tudo...
Ficando só...
Para a solidão ser o meu trumfo para o que quero tanto.

Para ti... Meu amor...

Apareces-te estrela cadente... vi-te a cair do céu... segui o teu rasto dia e noite... levava na alma a amargurada sorte de quem tem no destino amar como ninguém...O céu brilhou por um segundo... estava eu jogado naquele vale... nas trevas de uma noite sem estrelas...já não tinha eu esperanças... já não tinha eu vida...quando te vi tinha eu acabado de tapar com o jazigo o túmulo em que tinha enterrado meu coração com muito amor.Mal vi tanto brilho nos céus... mal vi tanta explosão de um só astro ergui a pedra tumular bem alto e atirei-a para a lua...com as minhas mãos cavei bem fundo até encontrar um coração ferido mas ainda a pulsar vida. agarrei-o e do peito onde tinha um buraco coberto de sangue voltei a o encaixar muito devagarinho... enchi o meu peito de musgo que tinha crescido com o orvalho da manhã... e com esperança fui ao teu encontro...mas das trevas não me deixavam sair as sombras da noite...agarraram me os pulsos e levavam me de zorro para o um rio de lava...Gritei... e como se aquela estrela cadente que vi transportasse o mais precioso dos tesouros... Transformei me num guerreiro com espada...As sombras derrubei... corri montes e vales...A expectativa era tão grande...O que seria aquela estrela que me deu forças para viver... Que astro caiu a terra?E no meio de tanto fervor parecia estar apaixonado por uma luz que nem sabia se era humana, ou mesmo sóuma precioso astro...Cada vez estava mais perto de encontrar... cada vez mais perto daquele momento em que já o tinha coroado com tamanha expectativa...Cheguei...Ví ao longe uma Diva... Tinha véus brancos a cair dos seus braços abertos aos céus...Que visão tão deslumbrante...Nunca imaginei que pudesse existir uma divindade que fizesse corar todas quimeras, em que até os céus e os Deuses se curvavam,e vinham do Olimpo só para se curvarem perante tanta beleza...-Enfim chegas-te à minha vida, estrela Cadente ... Até que enfim a vida se iluminou e me ergueu da escuridão...Vou te amar por toda a vida e serei o teu protector na morte...Enfim chegastes... Enfim... És tu

Não digas que é tarde demais para desculpas

A chuva leva-nos o coração nas suas lágrimas...Ouvimos o som da vida lá fora a chamar por nós...mas dentro de nós parece que a solidão se instalou.Para quando aquele sorriso... para quando a chuva de estrelas?Vou-me embora e nem sei em que canto coloquei o coração para também o colocar na mala...Porque a vida tem de ser tão complicada para quem só quer viver.

Divindade

Podemo-nos questionar qual o caminho a seguir na vida.Eu já estive no caminho da carreira. esse era o meu objectivo. crescer, crescer e ser o melhor.Poder comprar tudo o que quisesse. Um carro lindo, uma casa linda, etc...Cheguei a uma altura que a carreira evolui...não tão depressa como era bom. Mas neste momento vi que o significadoda vida esta longe de uma carreira, esta longe dos bens materiais.Chamem-me sonhador...Simplesmente sei, que a principal alegria está num jantar há luz de velas, num copo de vinho trocadocom quem amamos, está em fazer amor na lua cheia na praia, em escrever cartas de amor, num beijo roubado ao cair da noite,numa petala colhida, numa flor oferecida, em ficar a ler um livro a dois até altas horas da noite...Em ver uma filha a correr por um prado...A alegria...da vida está no amor e nos seus pormenores mais pequenos...Aqueles que não damos valor, e não os vemos realmente como são.Mas eles estão lá...E são eles que me farão sorrir de felicidade um dia...